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24/11/2015

Doenças sexuais são julgadas com mais rigor pelo público

Com informações da Umich

Preconceito com consequências

O público parece superestimar os riscos das DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) quando comparadas a outras ameaças à saúde.

Além disso, pesquisadores da Universidade de Michigan (EUA) constataram que as pessoas que possuem ou transmitem as DSTs são estigmatizadas.

Por exemplo, uma pessoa que inconscientemente transmite clamídia - e consequentemente faz com que o parceiro tenha que tomar antibióticos - é vista mais negativamente do que alguém que transmite a gripe H1N1, que pode resultar na morte da pessoa.

Isso pode ter consequências importantes sobre a saúde pública, uma vez que indivíduos que se sentem estigmatizados podem tomar decisões ainda mais arriscadas em vista do preconceito, o que pode afetar seus parceiros sexuais.

"Estigmatizar comportamentos não impede a ocorrência de atividades danosas à saúde. As DSTs são estigmatizadas, e isso pode impedir que as pessoas que suspeitam que tenham DSTs façam testes ou informem seus parceiros sobre a possibilidade de exposição à doença," disse a pesquisadora Terri Conley.

Assim, compreender o estigma em contextos de saúde é extremamente importante, disse Conley.

HIV versus acidente de carro

Usando uma série de estudos, Conley e seus colaboradores examinaram a extensão em que as infecções sexualmente transmissíveis e o comportamento sexual eram avaliados como "riscos" em comparação com outros comportamentos mais arriscados.

Os participantes do estudo foram convidados a julgar dois comportamentos de risco - um deles associado às DSTs (sexo sem proteção) e o outro associado à condução de carros. Os pesquisadores também avaliaram as percepções negativas das pessoas que transmitem DSTs em comparação com aquelas que transmitem uma outra doença, mas não sexualmente.

Os participantes tinham que fazer uma estimativa de quantas pessoas em um grupo de 1.000 poderiam morrer dirigindo em um trecho equivalente a ir de São Paulo ao Rio de Janeiro, em comparação com uma possível morte provocada pelo HIV, também estimando o mesmo grupo de pessoas.

Os voluntários apontaram um risco de morte 17 vezes maior das pessoas que contraíram o HIV, enquanto dados das autoridades de trânsito dão conta de que uma pessoa tem uma probabilidade 20 vezes maior de morrer vítima de um acidente de carro em uma viagem da distância considerada.

"Em outras palavras, as impressões dos participantes sobre o grau de risco do sexo desprotegido em comparação com dirigir nas estradas foram altamente imprecisas," disse Conley.

Os resultados foram publicados no International Journal of Sexual Health.


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