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13/09/2016

Dopamina: o lado vilão do "hormônio da felicidade"

Redação do Diário da Saúde
Dopamina: o lado vilão do
A dopamina está envolvida tanto com a criatividade, quanto com a esquizofrenia, entre muitas outras condições.[Imagem: Manzano et al./PLoS]

Os baratos da dopamina

A dopamina é uma substância mensageira, ou neurotransmissora, que transmite sinais entre os neurônios. Ele não apenas controla as respostas mentais e emocionais, mas também as reações motoras.

Apesar de ter funções tão amplas, a dopamina é particularmente conhecida como "hormônio da felicidade", por estar envolvida com sensações de bem-estar.

Mesmo as chamadas "cargas de adrenalina", como as experimentadas nos esportes, baseiam-se no mesmo padrão - a adrenalina é um parente próximo da dopamina.

Hormônio dos vícios e do Parkinson

No entanto, não é só a felicidade que está envolvida: Problemas sérios de saúde podem surgir se o corpo estiver produzindo dopamina demais ou de menos. Se uma quantidade muito pequena de dopamina for produzida, pode-se desenvolver a doença de Parkinson, ao passo que um excesso pode levar a manias, esquizofrenia e alucinações.

"A liberação de dopamina também é responsável pelas pessoas se tornarem dependentes [químicas], quando elas estão sempre em busca de prazer, de modo que elas podem alcançar níveis de dopamina cada vez mais altos," explica Harald Sitte, da Universidade de Viena (Áustria). "A dopamina é a razão pela qual muitas pessoas estão constantemente em busca de satisfazer seus vícios."

Seu colega Matthäus Willeit acrescenta: "A liberação excessiva de dopamina no momento errado pode fazer com que coisas insignificantes assumam um significado desproporcional. Isso pode até resultar em manias, alucinações ou mesmo esquizofrenia."

Dopamina: o lado vilão do
Os neurônios da dopamina têm sido relacionados com o Mal de Parkinson há vários anos - são os chamados canabinoides naturais do cérebro. [Imagem: Sabatini Lab]

Ciência da dopamina

Tantas informações podem dar a impressão de que a ciência e a medicina já sabem tudo sobre a dopamina. Muito ao contrário: inúmeros pesquisadores ao redor do mundo dedicam-se em tempo integral a desvendar os segredos desse "hormônio da felicidade e do vício".

Para trocar ideias, divulgar o que cada um descobriu e ganhar sinergia nessas pesquisas, essas equipes se reuniram em Viena, no Congresso Dopamina 2016, tendo Sitte e Willeit como alguns dos organizadores.

De acordo com eles, entre os principais objetivos da conferência está a tentativa de transformar os resultados das pesquisas básicas em estudos clínicos, envolvendo pacientes.

Essa chamada "pesquisa translacional" pode ser muito promissora, sobretudo pelo envolvimento da dopamina em diversas condições cuja incidência está crescendo vertiginosamente, como o Parkinson e as diversas doenças psiquiátricas envolvendo vícios e comportamentos compulsivos.


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