Economistas identificam evidência quantitativa do amor

Economistas dizem ter encontrado
Leora Friedberg (esquerda) e Steven Stern dizem ter encontrado uma "evidência econômica do amor".
[Imagem: UVA]

Amor econômico

Entre tantos estudos e pesquisas, alguns realmente impressionam não apenas pelos resultados, mas também por quem realiza o estudo e como chega aos resultados.

Dois economistas afirmam ter encontrado a "primeira evidência quantitativa do amor".

A afirmação corajosa é de Leora Friedberg e Steven Stern, ambos professores de economia na Universidade da Virgínia (EUA).

Eles fizeram duas perguntas a 4.242 casais sobre a qualidade do seu casamento, e depois cruzaram as respostas com o estado civil das duplas seis anos mais tarde.

As perguntas eram:

  1. Quão feliz você está no seu casamento em comparação a quão feliz você estaria se não estivesse neste casamento? [Muito pior; Pior; Igual; Melhor; Muito melhor.]
  2. Como você acha que seu esposo (ou sua esposa) respondeu a essa questão?

Apenas 40,9% dos participantes acertou a segunda resposta, avaliando corretamente como seu cônjuge respondera à primeira questão.

Lei Econômica do Amor

Em sua linguagem típica, os dois economistas afirmam que "quase 60% dos casais tinham informações assimétricas (imperfeitas) um sobre o outro, e quase um quarto deles tinha 'sérias' discrepâncias sobre a felicidade geral, diferindo na resposta em mais de uma categoria".

Para analisar as respostas, a dupla usou a ferramenta preferida dos economistas, chamada Teoria dos Jogos, que embasou uma "Lei Econômica do Amor" que os dois economistas interpretaram da seguinte forma: quanto mais um cônjuge julga incorretamente a felicidade do outro cônjuge, maior a probabilidade de que "ele ou ela vai barganhar duro e cometer um erro" - traduzindo do economês, algo como "ele ou ela vai brigar e a coisa vai acabar em separação".

"Se eu acredito que minha esposa é muito feliz no casamento, eu poderia empurrá-la mais tarefas ou fazê-la contribuir com uma parcela maior da renda familiar. Se, sem que eu soubesse, ela na verdade é apenas 'morna' em relação ao casamento, ou ela tem um cara de boa aparência realmente interessado nela, ela pode decidir que minhas demandas são a última gota e decidir que o divórcio seria uma opção melhor para ela," disse Stern.

Divórcios reais

Economia e negociações à parte, conforme esperado, as taxas de divórcio no grupo de voluntários aumentaram em proporção direta com os relatos dos casais de estarem infelizes com o casamento. O único detalhe digno de nota foi uma tendência maior das esposas superestimarem a felicidade dos seus maridos no casamento, mas isso os dois economistas não analisaram.

Enquanto a taxa de divórcio média no grupo todo foi de 7,3%, a taxa foi maior (9%) entre os casais em que um dos cônjuges superestimou a infelicidade que o outro cônjuge teria se eles se separassem, e de 14,5% se a percepção equivocada era séria, com respostas diferentes por mais de uma categoria.

Entre aqueles que apontaram que eles próprios estariam "Pior" ou "Muito pior" se se separassem, a taxa de divórcio foi de meros 4,8%.

Amor quantitativo

Enquanto os resultados parecem bastante naturais, os dois economistas dizem ver a comprovação quantitativa do amor em suas análises, defendendo que os cônjuges não estão sendo negociadores firmes como poderiam ser.

"A ideia de amor aqui é que você obtém alguma felicidade do seu cônjuge simplesmente sendo feliz," teoriza Friedberg. "Por exemplo, eu posso concordar em fazer mais tarefas da casa, o que reduz a minha felicidade pessoal um pouco, mas eu recebo alguma felicidade em compensação simplesmente sabendo que meu parceiro se beneficia."

Entendeu a "economia do amor"?


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