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13/07/2012

Descobertos efeitos do bronzeamento sobre a pele

Redação do Diário da Saúde
Descobertos efeitos do bronzeamento sobre a pele
Microfotografia de células superficiais da pele, que são diretamente afetadas pela exposição à luz ultravioleta do Sol. [Imagem: Thomas Deerinck]

Efeitos de "queimar a pele"

O bronzeado é uma meta perseguida por vaidosos do mundo todo.

O problema é que o bronzeamento não induz apenas a tão procurada coloração vermelho-dourada da pele.

A exposição ao Sol pode levar à vermelhidão dolorosa e a uma resposta protetora do sistema imunológico contra a radiação ultravioleta.

Mas, até hoje, os cientistas não sabiam os mecanismos biológicos de "queimar a pele".

Danos ao RNA

Agora, pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego (EUA), descobriram que o bronzeamento gera danos ao RNA das células da pele.

A radiação ultravioleta do tipo B (UVB), que tem maior intensidade no verão, danifica elementos do micro-RNA não-codificante, um tipo especial de RNA no interior da célula que não produz proteínas.

As células que recebem a radiação UVB sofrem uma alteração nesse RNA, fazendo com que as células vizinhas iniciem um processo de defesa que resulta em uma resposta inflamatória, tentando remover as células que foram danificadas pela exposição excessiva ao Sol.

São essas células mortas que vão gerar o desagradável fenômeno de escamação, conhecido como "descascar da pele".

Lado positivo

Os pesquisadores dizem que nem todas as notícias são ruins.

A descoberta do mecanismo de ação poderá levar ao desenvolvimento de meios de bloquear o processo inflamatório, com benefícios para várias condições médicas, e não apenas a um período excessivo de Sol.

"Por exemplo, doenças como a psoríase são tratadas com luz ultravioleta, mas um dos seus efeitos colaterais indesejados é que o tratamento pode levar ao desenvolvimento do câncer de pele," diz o Dr. Richard Gallo, coordenador do estudo.

"Nossa descoberta sugere uma forma de contar com os efeitos benéficos da terapia UV sem realmente expor os pacientes à danosa luz UV.

"Além disso, algumas pessoas têm sensibilidade excessiva à luz UV, doentes com lúpus, por exemplo. Estamos analisando se poderemos ajudá-los através do bloqueio da rota que descobrimos," concluiu o pesquisador.


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