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20/06/2016

Eletricidade cura ferimentos e evita infecções

Redação do Diário da Saúde
Campos elétricos curam ferimentos e evitam infecções
A ideia é suprir artificialmente os campos magnéticos naturais que fazem parte da cicatrização, mas que falham em doenças como o diabetes.[Imagem: Heather M. Wilson/Joseph I. Hoare]

Eletricidade contra ferimentos e infecções

Crescem as evidências de que pequenas correntes elétricas podem ativar certas células imunológicas, que aceleram a velocidade de cicatrização de ferimentos.

A equipe da Dra. Heather Wilson, da Universidade de Aberdeen (Reino Unido), expôs os macrófagos, originários do sangue humano, a campos elétricos de força semelhante aos que são gerados naturalmente quando nossa pele é lesionada - a intensidade é insuficiente para que a pessoa sinta um choque. Quando a eletricidade foi aplicada, os macrófagos começaram a se movimentar em resposta ao campo elétrico.

E, em vez de um movimento "burro", os macrófagos se deslocaram para a borda da pele danificada, onde passaram a atuar para facilitar a cura.

O campo elétrico também aumentou significativamente a capacidade dos macrófagos para engolir e digerir partículas extracelulares, na chamada fagocitose - a fagocitose é um processo importante na cicatrização de feridas em que os macrófagos limpam o local lesionado e limitam o risco de infecção, abrindo caminho para o processo de cicatrização.

Os experimentos também mostraram que os campos elétricos aumentam seletivamente a produção de moduladores de proteínas associadas com o processo de cicatrização, confirmando que os macrófagos são capazes de responder aos sinais elétricos gerados naturalmente de uma maneira que aumenta a sua capacidade de cura.

Macrófagos com impulso elétrico

Esta linha de pesquisa é particularmente importante para pessoas com doenças que podem fazer com que ferimentos demorem demais para cicatrizar, ou mesmo não cicatrizem completamente.

"Em alguns casos, tais como no diabetes, a capacidade do organismo para curar é comprometida e as feridas podem ser infectadas. Nos casos em que existe uma falta de macrófagos, a aplicação de campos elétricos 'sintéticos' [não produzidos pelo próprio corpo], usando dispositivos clínicos, pode ajudar no processo de cicatrização, não só atraindo macrófagos aos locais danificados para apoiar a cura, mas também alterando suas propriedades para facilitar a cura das feridas e, mais importante, reduzir a infecção," disse a Dra. Wilson.

Os efeitos são tão positivos que já existem curativos elétricos para acelerar a cicatrização e algumas linhas de pesquisas já falam em alternativas elétricas aos antibióticos.

Os resultados foram publicados no Journal of Leukocyte Biology.


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