Energéticos devem trazer informações sobre cafeína no rótulo, dizem cientistas

Conteúdo de cafeína nas bebidas energéticas

Cientistas que se dedicam há décadas às pesquisas sobre os efeitos da cafeína no organismo humano afirmam que uma grande quantidade de bebidas energéticas cafeinadas que estão disponíveis hoje no mercado deveriam conter em destaque em seus rótulos as doses de cafeína que contêm e alertas para os potenciais riscos à saúde dos pacientes.

"O conteúdo de cafeína das bebidas energéticas está em uma faixa que varia até 10 vezes, com alguns contendo o equivalente a 14 latas de Coca-Cola, e mesmo assim, as quantidades de cafeína freqüentemente não aparecem no rótulo e poucas incluem alertas sobre os potenciais riscos à saúde da intoxicação com cafeína," afirma o Dr. Roland Griffiths, da Universidade Johns Hopkins (Estados Unidos).

Glorificação do uso das drogas

O mercado para essas bebidas é estimado em US$5,4 bilhões nos Estados Unidos e está se expandindo a uma taxa de 55% ao ano. As propagandas, voltadas principalmente para os adolescentes e jovens, promovem a melhoria do desempenho e os efeitos estimulantes das bebidas energéticas e parecem glorificar o uso da droga cafeína.

Sem uma rotulagem adequada e proeminente, os consumidores simplesmente não sabem se estão ingerindo um pouco ou uma enormidade de cafeína. "É como tomar uma dose de bebida alcoólica sem saber se é cerveja ou uísque," diz Griffiths.

Intoxicação com cafeína

A intoxicação com cafeína é uma síndrome clínica reconhecida e incluída no Manual de Diagnósticos e Estatísticas de Disfunções Mentais, da Organização Mundial da Saúde.

Ela é marcada por nervosismo, ansiedade, inquietação, insônia, constipação gastrointestinal, tremores, aceleração cardíaca (taquicardia), agitação psicomotora e, em casos raros, a morte.

Conteúdo de cafeína nas bebidas

Uma dose tradicional de 350 ml de refrigerante à base de cola contém cerca de 35 miligramas de cafeína. Um copo de 150 ml de café contém entre 80 e 150 miligramas de cafeína.

Como a maioria das bebidas energéticas são comercializadas como "suplementos de dieta," eles não estão sujeitos aos limites estabelecidos para as bebidas. O conteúdo de cafeína nos energéticos varia de 50 a mais de 500 miligramas.


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