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12/06/2015

Engenharia genética faz bactéria produzir antibacteriano

Redação do Diário da Saúde

Ordenhando bactérias

Tal como um fazendeiro indo ordenhar suas vacas para produzir leite, cientistas estão cultivando colônias de bactérias Escherichia coli (E. coli) para produzir novas formas de antibióticos - incluindo três que poderão combater as bactérias resistentes aos medicamentos atuais.

Há mais de uma década, Blaine Pfeifer e sua equipe da Universidade de Buffalo (EUA) vêm estudando como usar a engenharia genética para convencer a E. coli a produzir novas variedades de eritromicina, um antibiótico muito popular.

Agora eles finalmente anunciaram ter tido sucesso, manipulando geneticamente uma cepa de E. coli que sintetiza não apenas uma, mas dezenas de novas formas da eritromicina, com estruturas um pouco diferente das versões existentes.

Eritromicina

Três das novas variedades da eritromicina produzidas pela E. coli conseguiram destruir bactérias da espécie Bacillus subtilis que eram resistentes à forma original de eritromicina utilizada clinicamente.

A eritromicina é usada para tratar uma variedade de doenças, de pneumonia e tosse grave, até infecções da pele e do trato urinário.

Engenharia genética faz bactéria produzir antibiótico
Os discos brancos são os antibióticos tentando combater a colônia de Bacillus subtilis que infesta cada frasco. Aqueles circulados em vermelho são as novas formas de eritromicina produzidas pelas bactérias. [Imagem: Guojian Zhang]

"Nós não apenas criamos novos análogos da eritromicina, mas também desenvolvemos uma plataforma para a utilização da E. coli para produzir a droga," comemorou Pfeifer. "Isto abre as portas para possibilidades adicionais de engenharia genética no futuro, o que poderá levar a ainda mais formas novas da droga."

O resultado é especialmente importante devido ao crescimento da resistência aos antibióticos.

Engenharia genética

Fazer a bactéria E. coli produzir novos antibióticos tem sido uma espécie de Cálice Sagrado para os pesquisadores da área da biologia sintética.

Isto porque a E. coli cresce rapidamente, o que acelera os experimentos e ajuda nos esforços para desenvolver e ampliar a produção de medicamentos.

A espécie também aceita novos genes de forma relativamente fácil, tornando-a um excelente candidato para a engenharia genética.


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