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03/10/2014

Envelhecimento da população será melhor para o planeta

Com informações da New Scientist
Envelhecimento da população será melhor para o planeta
Envelhecer no campo é muito diferente de envelhecer na cidade, o que eventualmente aponta rumos para a população que se aposenta.[Imagem: Unicamp]

Maturidade populacional

Todos queremos viver mais, mas os economistas estão branqueando os cabelos porque acreditam que o capitalismo pode não aguentar o peso da idade.

Contudo, em meio aos temores do aumento dos custos dos cuidados com a saúde e do aumento das aposentadorias, parece que o envelhecimento pode ser mais "verde" do que se pensava.

Com base nos dados da Alemanha, país típico no processo de envelhecimento da população, pesquisadores constataram que os países industrializados retornarão aos níveis de emissão de dióxido de carbono anteriores à década de 1950 sem qualquer esforço adicional.

A Alemanha tem uma taxa de fecundidade de 1,4 filho por mulher e uma expectativa de vida de 80 anos. Metade da população tem 46 anos ou mais, um recorde mundial compartilhado com o Japão. A Alemanha tem 60% mais pessoas com idade acima de 65 anos do que menores de 14 anos.

Envelhecimento verde

Segundo o estudo detalhado dos padrões de consumo por faixa etária, o grisalho das cabeças pode significar mais verde para o meio ambiente.

Fanny Kluge e seus colegas do Instituto Max Planck de Pesquisa Demográfica descobriram que as emissões de CO2 per capita nos países ocidentais sobe de forma constante conforme as crianças se tornam adultos e os adultos se tornam consumidores vorazes.

Mas, depois dos 60 anos, as emissões diminuem em cerca de 20%, quando os indivíduos se aposentam e usam menos o trânsito.

Kluge calcula em 30% o aumento das emissões de CO2 na Alemanha desde 1950 por causa do envelhecimento da população. Contudo, depois de 2020, "conforme a proporção de pessoas com mais de 80 continua a aumentar e o tamanho da população a diminuir, as emissões vão diminuir e atingir os níveis pré-1950 até 2100".

Reinventar a sociedade

Os efeitos positivos não param por aí, diz Kluge. O cenário alarmante traçado pelos economistas, no qual os pensionistas e aposentados superam a força de trabalho, pode ter sido exagerado.

O suporte aos pensionistas e aposentados será compensado por uma proporção crescente de mulheres que trabalham e uma queda na proporção de crianças.

Os custos de saúde vão subir, com certeza. Mas Kluge explica que estudos recentes mostram que a conta para cuidar da saúde dos idosos cresce apenas nos últimos dois anos de vida, independentemente da idade real do indivíduo.

Assim, se a população vive até os 60 ou os 80 anos em média, o dispêndio principal continua ocorrendo ao longo dos dois últimos anos, não impactando as contas nacionais.

Ou seja, embora o mundo possa chegar a 1,5 bilhão de pensionistas e aposentados em 2050, isto afinal pode não ser tão ruim para a economia e para o planeta como um todo, e a sociedade poderá se reinventar de forma mais tranquila.


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