Envelhecimento saudável varia de país para país e vitamina D se destaca

Envelhecimento saudável varia de país para país e vitamina D se destaca
Para entender o processo de envelhecimento, cientistas já construíram até uma "Máquina da Longevidade", que concluiu que o envelhecimento é mesmo um mistério.
[Imagem: Harvard School Medicine]

Exercícios e suplementos

Uma equipe de pesquisadores europeus está na reta final de um dos maiores e mais aprofundados estudos já feitos sobre o envelhecimento.

O projeto DO-HEALTH abrange 2.157 homens e mulheres na faixa dos 70 anos de idade e provenientes de cinco países.

Os participantes cumprem três vezes por semana um programa de exercícios físicos rápidos e exequíveis e tomam regularmente preparados com ácidos graxos ômega-3 e vitamina D, com o objetivo de estudar o impacto desses suplementos sobre o risco de fratura óssea, as funções muscular e cerebral, as infeções e a pressão sanguínea.

"Se for possível demonstrar a eficácia destas três medidas acessíveis e bem toleradas, este estudo terá um significado enorme para a saúde pública e poderá oferecer a muitas pessoas com idades superiores a 70 anos a possibilidade de viverem saudáveis e ativas por mais tempo," disse Heike Bischoff Ferrari, da Universidade de Zurique (Suíça).

Os resultados prometem gerar discussões, uma vez que estudos científicos posteriores ao início do projeto mostraram que suplementos de vitamina D podem fazer mais mal do que bem e que a vitamina D na forma de suplementos não reduz o risco de doenças ou fraturas.

Envelhecimento saudável

O levantamento de dados está praticamente no fim - 100% serão concluídos após a coleta deste mês de novembro.

Levantamentos preliminares mostram que 42% dos participantes são pessoas detentoras do chamado "envelhecimento saudável" - elas não possuem doenças crônicas e têm uma boa saúde física e mental. Mas os resultados variam de país para país. No caso de Portugal, por exemplo, onde 300 pessoas participam do estudo, apenas 9% são considerados idosos saudáveis.

Independentemente dos resultados, os dados servirão para criar um banco biológico com cerca de 200 mil amostragens, que poderão ser usadas em futuros projetos de pesquisa sobre o envelhecimento. "O registro detalhado de muitas funções importantes dos órgãos, juntamente com dados sobre a nutrição, a atividade física e a qualidade de vida é uma enorme fonte de conhecimentos sobre os cuidados de saúde médicos das pessoas idosas," disse Ferrari.

Quanto ao suplemento alimentar de vitamina D na prevenção de quedas, os resultados preliminares também parecem dar sustentação às pesquisas mais recentes, mostrando que doses muito elevadas podem inverter seu efeito protetor. "Tivemos uma primeira indicação num estudo prévio do DO-HEALTH que também há um intervalo terapêutico para a vitamina D: nem a menos, nem a mais," esclareceu Ferrari.


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