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08/10/2014

Escola deve se adaptar ao sono dos adolescentes, propõem pesquisadores

Redação do Diário da Saúde

A irritabilidade e a preguiça típicas dos adolescentes podem não ser exclusivamente problemas comportamentais, mas simplesmente falta de sono.

Esta interessante conclusão procura elucidar consequências negativas da privação de sono causadas por períodos de aula que começam cedo demais, e mostra que a simples alteração dos horários de aula não apenas melhora o humor dos adolescentes, mas também melhora sua aprendizagem e sua saúde.

Paul Kelley e seus colegas da Universidade de Oxford (Reino Unido) publicaram seus dados e suas conclusões na revista científica Learning, Media and Technology.

Relógio biológico e relógio social

Não é segredo que a biologia humana e a sensação de tempo interferem-se de diferentes maneiras.

Como explica a equipe, "a nossa capacidade para funcionar em condições ótimas [e aprender] varia com o tempo biológico, e não com o tempo social convencionado."

Quando biologia e relógio estão mais alinhados, como nos primeiros anos de escola, isto não é tão importante.

Mas as coisas mudam drasticamente durante a adolescência, quando "o conflito entre o tempo biológico e o tempo social é maior do que em qualquer momento de nossas vidas," continuam os pesquisadores.

Na puberdade, mudanças no relógio biológico empurram o período de sono ideal para mais tarde da noite, o que torna difícil para a maioria dos adolescentes dormir antes das 23:00 horas.

Isto, juntamente com o horário da escola no início da manhã, resulta em adolescentes privados de sono e mal-humorados cronicamente, bem como notas em queda livre e problemas de saúde, incluindo um maior risco de pressão alta.

Mudar os horários, e não os adolescentes

"Boas políticas devem basear-se em boas evidências e os dados mostram que as crianças estão atualmente em uma enorme desvantagem por serem forçadas a manter horários de escola inadequados," argumenta a equipe.

Experimentos na área ainda são raros, devido à dificuldade de realizá-los, mas testes feitos com recrutas do exército mostraram que aceitar o relógio biológico de jovens na casa dos 18 e 19 anos resulta em benefícios comportamentais e acadêmicos consideráveis.


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