Descoberta estratégia protetora contra Parkinson induzido por pesticidas

Descoberta estratégia protetora contra Parkinson induzido por pesticidas
"Estes resultados dão suporte à abordagem de que a segmentação da alfa-sinucleína pode retardar ou interromper a progressão da doença de Parkinson na maioria das pessoas com a doença," disse o Dr. Jeff Bronstein.
[Imagem: UCLA]

Ditiocarbamatos

A exposição a um grupo de pesticidas comuns, chamados ditiocarbamatos, tem sido associada com um aumento do risco de doença de Parkinson, embora os mecanismos pelos quais esses compostos exerçam sua toxicidade no cérebro não tenham sido completamente compreendidos.

Um novo estudo feito por cientistas da Universidade da Califórnia de Los Angeles (EUA) começou agora a esclarecer a toxicidade dos ditiocarbamatos, ao mesmo tempo em que sugere uma estratégia que pode ajudar a proteger contra a doença, seja nas pessoas contaminadas com o pesticida ou não.

O Dr. Jeff Bronstein e seus colegas concentraram-se no fungicida zirame, largamente utilizado em áreas agrícolas e que causa a perda da principal fonte de dopamina no sistema nervoso central. A perda dessa fonte, os chamados neurônios dopaminérgicos, está associada à doença de Parkinson.

Zirame e Parkinson

O dano cerebral associado ao pesticida inicia-se com a capacidade do zirame para aumentar as concentrações de uma proteína chamada alfa-sinucleína, que ocorre naturalmente no cérebro humano.

Levadas a altas concentrações pela ação do pesticida, as proteínas alfa-sinucleína começam a se aglutinar, prejudicando o funcionamento dos neurônios vizinhos. Esse fenômeno também ocorre na doença de Parkinson quando ela não é originada pela exposição a pesticidas, o que a torna um alvo para os pesquisadores à procura de um tratamento amplo para a doença.

De fato, a equipe constatou em experimentos com animais que a eliminação da proteína alfa-sinucleína protege contra a perda dos neurônios de dopamina induzida pelo zirame.

"Como a maioria dos casos de doença de Parkinson parece ser, pelo menos parcialmente, causada por fatores ambientais, como a exposição a pesticidas, estes resultados dão suporte à abordagem de que a segmentação da alfa-sinucleína pode retardar ou interromper a progressão da doença de Parkinson na maioria das pessoas com a doença," disse o Dr. Jeff Bronstein.

O estudo foi publicado na revista científica Environmental Health Perspectives.


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