O estresse que você vê é o estresse que você sente

Estresse empático: o estresse que você vê é o estresse que você sente
Você pode reduzir o estresse intenso em 12 minutos com meditação - ou talvez desligando a TV na hora dos "noticiários sanguinários".
[Imagem: Cortesia Kundalini Research Institute]

Depois de um dia estressante, você gosta de chegar em casa e ligar a TV para ver noticiários estressantes?

Cuidado, porque estresse é contagioso, conforme acaba de mostrar um estudo em larga escala realizado na Alemanha.

O mero fato de observar uma outra pessoa em uma situação estressante - como é comum nos noticiários - é suficiente para fazer nossos próprios corpos liberarem cortisol, o hormônio do estresse.

Em nossa sociedade dominada pelo estresse, esse "estresse empático" é um fenômeno que não deve ser ignorado pelo sistema de saúde, dizem os pesquisadores.

Seja no trabalho, no trânsito ou na televisão, alguém está sempre experimentando estresse, e esse estresse pode afetar o ambiente em geral de uma forma fisiologicamente quantificável através do aumento das concentrações de cortisol.

"O fato de que podemos realmente medir esse estresse empático na forma de uma liberação significativa de hormônio foi surpreendente," disse Veronika Engert, que fez o estudo juntamente com seus colegas do Instituto Max Planck para Cognição e Ciências do Cérebro e da Universidade Técnica de Dresden.

Estresse crônico

O estresse provoca uma série de problemas psicológicos, como a Síndrome do Esgotamento Profissional (burnout), depressão e ansiedade.

Mesmo pessoas que levam uma vida relativamente relaxada estão em contato constante com indivíduos estressados.

E o estresse se torna um problema realmente grave quando ele é crônico.

"Níveis de cortisol permanentemente altos não são bons. Eles têm um impacto negativo sobre o sistema imunológico e propriedades neurotóxicas a longo prazo," explica Veronika.

Ou seja, ao acompanhar noticiários estressantes, você pode estar inserindo voluntariamente um fator estressante crônico em sua vida.

O estudo também mostrou que homens e mulheres experimentam reações de estresse empático com igual frequência e intensidade.

"Em entrevistas, as mulheres tendem a avaliar-se como sendo mais empáticas em relação às autoavaliações dos homens. Esta autopercepção, contudo, não se sustenta quando são feitas medições objetivas [pelos níveis hormonais]," disse Veronika.


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