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24/09/2014

Estudo questiona conclusões de testes de remédios

Com informações da Science

Segunda olhada

Uma reportagem da revista Science, publicada nesta semana, promete lançar uma nova onda de questionamentos sobre a validade dos ensaios clínicos usados para aprovar o uso e a venda de novos medicamentos e tratamentos.

Segundo o artigo, os ensaios clínicos raramente passam por uma segunda avaliação de especialistas - e, quando isto acontece, os resultados nem sempre são o que os autores originalmente concluíram.

A conclusão foi obtida comparando a reanálise de 37 testes clínicos com seus estudos originais.

Em 13 casos - mais de um terço - a reanálise chegou a um resultado diferente do original.

Isto, segundo a Science, sugere que muitos ensaios clínicos podem não ser precisos ao relatar o efeito de um novo medicamento ou intervenção médica.

Técnica estatística

O problema parece ser fundamentalmente de erro de análise ou adoção incorreta de técnica estatística por parte dos cientistas, uma vez que houve tanto reanálises que concluíram que os medicamentos ou tratamentos eram ineficazes quando os originais diziam que eram eficazes, quanto o contrário, mostrando uma eficácia não demonstrada nos estudos originais.

A reanálise foi conduzida pela equipe o Dr. Shanil Ebrahim, epidemiologista da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford (EUA). Os resultados foram publicados no The Journal of the American Medical Association (JAMA).

Os pesquisadores usaram o banco de dados MEDLINE, um arquivo online que contém quase todas as pesquisas de biologia e biomedicina realizadas ao longo dos últimos 64 anos.

Alarmante

A equipe encontrou 37 estudos clínicos que foram novamente analisados por diversos motivos.

Destes, 13 (35%) chegaram a conclusões em desacordo com as conclusões dos autores originais.

Além disso, apenas cinco das reanálises foram feitas por um conjunto de especialistas completamente diferente, o que significa que a reanálise não era completamente neutra.

"É alarmante que uma parte substancial dos ensaios clínicos chegue a conclusões diferentes," diz Ebrahim. "Embora as reanálises nem sempre signifiquem que a pesquisa original estava errada, as mudanças nas conclusões indicam uma necessidade ainda maior do compartilhamento de dados dos ensaios clínicos."

Contudo, empresas fabricantes de medicamentos nem sempre publicam os dados de suas pesquisas, como no caso mais recente do antigripal Tamiflu.


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