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26/04/2012

Evidências de riscos dos celulares à saúde são insuficientes, afirma estudo

Redação do Diário da Saúde

Dentro dos padrões

Um novo relatório publicado hoje pela Agência de Proteção à Saúde do Reino Unido (HPA) concluiu que ainda não há indícios convincentes de que as tecnologias de transmissão sem fios causem efeitos adversos à saúde humana.

As conclusões valem quando essas emissões se dão "abaixo dos patamares recomendados internacionalmente".

O relatório considerou os indícios científicos sobre a exposição a campos eletromagnéticos produzidos por telefones celulares e outras tecnologias de transmissão de dados sem fio, como Wi-Fi, bem como transmissores de televisão e rádio.

Sem conclusão definitiva

O relatório conclui que, embora uma quantidade substancial de estudos científicos tenha sido realizada recentemente, não há ainda indícios convincentes de que a exposição à radiação eletromagnética abaixo dos níveis acordados internacionalmente provoque efeitos sobre a saúde em adultos ou crianças.

"As evidências sugerem que a exposição a campos de radiofrequência abaixo dos níveis recomendados não causa sintomas em seres humanos, e que a presença de campos de radiofrequência não pode ser detectado por pessoas, incluindo aquelas que relatam ser sensíveis aos campos de radiofrequência," diz o relatório.

Um grande número de estudos tem sido publicado sobre os riscos de câncer em relação à utilização dos telefones celulares, incluindo alterações da atividade cerebral e supressão do metabolismo da glicose no cérebro.

O que os especialistas responsáveis pelo novo estudo concluíram é que essas pesquisas científicas não são suficientes para embasar uma conclusão definitiva - dentro dos padrões de emissões recomendados.

A conclusão é diferente de outra, publicada em 2010, pela Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (IARC):

Faltam estudos de longo prazo

Mas o órgão de saúde do Reino Unido reconhece que os estudos não cobrem um período grande o suficiente.

"Como a tecnologia de telefonia celular está em uso público há relativamente pouco tempo, há pouca informação sobre os riscos além dos 15 anos da primeira exposição," disse o órgão em nota.

"Portanto, é importante continuar a acompanhar as evidências, incluindo as tendências nacionais de ocorrência de tumores cerebrais. Estes, até agora, não têm dado nenhuma indicação de qualquer risco."

A conclusão também não é tão segura quanto a zonas de incidência de campos eletromagnéticos particularmente fortes, como nas imediações das antenas de telefonia celular.

"Estudos de outras exposições a campos de radiofrequência, como aqueles no trabalho e próximos a transmissores de radiofrequência, têm sido mais limitados, mas não deram provas de que o câncer seja causado por essas exposições," prossegue a nota, acrescentando que as pesquisas sobre outros potenciais efeitos a longo prazo da exposição a campos de radiofrequência ainda são muito limitados.

Cuidado com as crianças

"No entanto, como esta é uma tecnologia relativamente nova, a HPA continuará a aconselhar uma abordagem de precaução e monitorar a ciência de perto.

"A HPA recomenda que o uso excessivo de telefones celulares por crianças deve ser desencorajado, e que os valores das taxas de absorção específica de energia (SAR: Specific Energy Absorption Rates) devem ser claramente estampados nos prospectos de venda dos telefones celulares," ressaltou o Dr. John Cooper, da HPA.


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