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03/12/2014

Exame genético pode evitar quimioterapias desnecessárias?

Com informações da Agência Brasil

Sobretratamento do câncer de mama

Médicos estão defendendo a incorporação do teste de perfil genético para o câncer de mama no rol dos procedimentos da Agência Nacional de Saúde (ANS) e no Sistema Único de Saúde (SUS).

Disponível em algumas unidades particulares do país, a tecnologia importada mapeia 70 genes do nódulo e dá uma indicação se o tumor é de baixo risco ou de alto risco.

A presidente da Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), Maira Caleffi, lamentou que hoje muitas mulheres acabam passando por sessões de quimioterapia ou de radioterapia sem precisar.

"Na dúvida, os médicos recomendam a quimioterapia. Metade dessas pacientes, em estágio 1, com axila negativa e tumores pequenos, acaba tendo que fazer a quimioterapia sem nenhum benefício significativo", disse Maira.

Entre 30% e 40% das mulheres com câncer de mama no mundo não precisariam de quimioterapia, de acordo com a entidade internacional Early Breast Cancer Trialists Collaborative Group.

O problema do sobretratamento do câncer de mama pode ser ainda maior, uma vez que estudos recentes apontaram que a dupla mastectomia é feita sem indicação em 70% dos casos.

Exame por deficiência de exame

Contudo, a indicação do novo exame é controversa.

Hoje já é unânime na classe médica que as mulheres devem discutir a mamografia com seus médicos, e não realizá-la de forma automática, isto sobretudo pelos riscos de sobretratamento. Já se sabe, por exemplo, que a mamografia não serve para todas as mulheres.

A medida preconizada agora criaria um novo exame para evitar os sobretratamentos criados por um exame que não oferece a eficácia necessária - a mamografia tem sido questionada por especialistas quanto à sensibilidade e à especificidade.

Maira reconhece que deve haver cuidados com relação ao exame gênico, destacando que "a indicação é muito restrita" e que "os critérios devem estar muito bem definidos para a utilização desses testes". É questionável se disponibilizá-los no SUS é um caminho para uma indicação tão seletiva.


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