Exame com raios laser detecta malária pela pele

Nanotecnologia usar laser para detectar malária pela pele
O exame funciona de forma semelhante a uma coleta de impressão digital - basta colocar o dedo no aparelho para que o laser detecte a infecção por malária.
[Imagem: E. Lukianova-Hleb/Rice University]

Uma tecnologia transdérmica para diagnosticar a malária passou com êxito pelos primeiros testes pré-clínicos em laboratório.

O exame não-invasivo detecta com precisão mesmo níveis ainda muito baixos de infecção da malária através da pele em segundos.

O estudo pré-clínico mostrou que a tecnologia detecta até mesmo uma única célula infectada por malária entre um milhão de células normais - e não foram documentadas leituras falso-positivas.

Vapor de nanobolhas

A tecnologia de "vapor de nanobolhas" não requer corantes ou substâncias de diagnóstico e não exige a coleta de sangue para o exame.

O exame usa um laser de baixa potência para criar minúsculas "nanogotas" de vapor dentro das células infectadas com malária. Ao estourar, as bolhas apresentam uma assinatura acústica única, que permite um diagnóstico extremamente sensível.

"O nosso é o primeiro método através da pele que se mostrou capaz de detectar com precisão a malária em segundos, sem o uso de amostras de sangue ou de reagentes," disse Dmitri Lapotko, cientista da Universidade de Rice (EUA) que inventou a tecnologia.

A expectativa é que, com a nova tecnologia, o diagnóstico e o rastreamento da malária possa ser feito com rapidez e a um custo baixo, usando um aparelho portátil alimentado por baterias que poderia ser operado por pessoal não especializado.

Um único aparelho deverá ser capaz de examinar até 200 mil pessoas por ano, com um custo por exame estimado em menos de R$1, segundo Lapotko.

O cientista afirmou que os primeiros testes da tecnologia em humanos deverão começar em Houston no decorrer deste 2014. Ainda não há previsão de quando o equipamento chegará ao mercado.


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