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09/02/2012

Exame de sangue de nova geração pode substituir biópsias

Redação do Diário da Saúde
Biópsias poderão ser substituídas por exame de sangue
Aglomerado de células de câncer de pulmão (vermelho-azul) interagindo com células normais do sangue (verde-azul), recuperado da amostra de sangue de um paciente.[Imagem: Kuhn Lab/Scripps Research Institute]

Exame de sangue avançado

Um exame de sangue avançado conseguiu detectar e analisar células tumorais circulantes (CTCs) presentes na corrente sanguínea de pacientes.

Essas células, liberadas por tumores sólidos, indicam a presença de câncer.

Essa nova análise altamente sensível do sangue dá aos médicos informações que logo poderão se equiparar àquelas fornecidas pelas biópsias cirúrgicas.

Um exame de sangue virtualmente não-invasivo é uma técnica muito mais rápida e barata do que a realização de uma biópsia, sem contar a eliminação dos riscos tipicamente associados às cirurgias.

Tecnologia de nova geração

"É uma tecnologia de nova geração," disse o Dr. Peter Kuhn, do Instituto de Pesquisas Scripps (EUA).

"Ela aumenta muito nossa capacidade para monitorar, prever e entender a progressão do câncer, incluindo a metástase, que é a maior causa de morte dos pacientes acometidos de câncer," disse o médico.

Os primeiros testes mostraram que o exame é significativamente mais sensível do que a técnica padrão para o rastreamento das células tumorais circulantes no sangue, chamada CellSearch.

Alta definição inédita

O novo exame, chamado HD-CTC, marca as células na amostra de sangue do paciente de tal forma que é possível separar as possíveis CTCs (células tumorais circulantes) dos glóbulos vermelhos e brancos sadios.

A seguir, usando a imagem gerada por um microscópio digital, um programa de computador isola as células suspeitas com uma morfologia - tamanhos e formatos - diferente das células saudáveis.

Finalmente, exatamente como faz no caso de uma biópsia cirúrgica, um patologista pode examinar as imagens das prováveis CTCs para eliminar os falsos positivos.

Uma das vantagens da nova técnica é a excepcional qualidade das imagens, em alta definição - daí a sigla HD (high-definition) no nome da técnica.

"Não tem precedentes - nós nunca havíamos visto [as CTCs] em definição tão boa quanto é possível agora," afirmou Kelly Bethel, patologista que faz parte da equipe de desenvolvimento do novo exame.


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