Felicidade: Liberdade e autodesenvolvimento importam mais que dinheiro

Valores não-materialistas

Se quiserem focar no bem-estar dos seus cidadãos, os governos deveriam mudar o foco, abandonando a busca pelo aumento da renda ou do Produto Interno Bruto do país, e focando em formas de aumentar a sensação de liberdade e autoexpressão das pessoas.

Em outras palavras, para aumentar o sentimento de felicidade, os governos devem promover valores não-materialistas - experiências intangíveis, incluindo coisas como a participação dos cidadãos e seu empoderamento para influir nos poderes decisórios.

Ao menos é assim no caso dos países ricos, onde a maioria da população já tem suas necessidades mínimas atendidas, e não há pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza - a equipe do professor Gerrit Antonides, da Universidade Wageningen, chegou a essas conclusões depois de estudar o caso da Holanda.

Sutileza governamental

A redução da desigualdade de renda tem um efeito positivo inegável sobre a felicidade, mas, quando o tema é estudado em profundidade, ao lado das preocupações econômicas surgem aspectos geralmente deixados de lado, como uma distribuição mais equitativa das tarefas domésticas.

A sensação de bem-estar em termos sociais também aumenta quando os indivíduos sentem-se menos limitados por regras e leis excessivas.

"O governo não deveria tentar realizar essas mudanças por meio de incentivos ou regulamentos relevantes, mas sim incentivando a mudança através de uma variedade de medidas sutis," recomenda Antonides.

Vida sustentável é melhor

Para o pesquisador, o governo também faria bem promovendo um modo de vida sustentável, pela simples razão de que o consumo sustentável proporciona aos consumidores uma sensação melhor.

"Isto inclui, por exemplo, uma inversão da atual abordagem de rotular os produtos verdes. Em vez disso, devemos rotular os produtos não-sustentáveis, de modo que o produto sustentável torne-se a norma, e não a exceção," recomenda Antonides.

"Afinal de contas, o consumo não sustentável gera um sentimento de remorso e culpa, assim como a prevenção de emoções negativas pesa mais para o consumidor do que o incentivo à experiência de sentimentos positivos,' concluiu o pesquisador.


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