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09/09/2016

Fiocruz se reposiciona e diz que pernilongo comum não transmite zika

Com informações da Agência Brasil

Zika por pernilongo

Cientistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) concluíram que o pernilongo comum, também conhecido como muriçoca, de nome científico Culex quinquefasciatus, não transmite o vírus zika.

Isto contradiz outra pesquisa do mesmo Instituto, publicada em Julho passado, que garantia que o pernilongo comum também transmite vírus zika.

O novo estudo foi coordenado pelo médico veterinário Ricardo Lourenço, e envolveu um total de 42 pesquisadores.

Zika não detectado

Em uma primeira fase, no ano passado, a equipe coletou cerca de 1.600 mosquitos e pernilongos, cerca da metade deles Culex e o restante Aedes aegypti, em quatro bairros da cidade do Rio de Janeiro - uma pequena parte, só 26 insetos, era de Aedes albopictus.

Os mosquitos foram testados e nenhum dos Culex era portador do vírus zika. Em uma segunda fase, foi criada uma colônia de mosquitos no IOC e eles foram expostos, alimentados e contaminados com sangue contendo o vírus zika. Os insetos foram minuciosamente examinados para detectar se havia vírus vivo neles, incluindo o estômago, a cabeça e a saliva, mas mesmo assim não foi identificado zika nos pernilongos comuns.

"Nós examinamos a saliva do mosquito, para ver se o vírus ativo infectante estava ali. Nós não encontramos nenhuma vez o vírus. Isto nos convenceu de que esse mosquito não era capaz de transmitir a zika. Já os Aedes aegypti se infectavam de 80% a 100% das vezes, com uma quantidade de saliva com muitos vírus," disse Ricardo Lourenço.

Fiocruz se reposiciona e diz que pernilongo comum não transmite zika
Diferenças entre os mosquitos Aedes aegypti e Culex quinquefasciatus [Imagem: EBC]

Economia

O cientista afirmou que o trabalho, que descarta a transmissão do zika pelo pernilongo comum, representa um direcionamento importante para as políticas públicas de combate à doença, pois evitará desperdício de recursos financeiros e esforços de saúde no combate a esse inseto em particular.

A pesquisa, em parceria com pesquisadores do Instituto Pasteur de Paris, foi publicada na revista científica PLoS (Public Library of Science).


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