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07/02/2014

Extrato de gerânio impede contaminação com HIV

Redação do Diário da Saúde
Fitoterápico contra a AIDS? Gerânio impede contaminação com HIV
O extrato de uma espécie de gerânio inativou o vírus da AIDS tipo 1 (HIV-1), evitando que o vírus invadisse células humanas.[Imagem: Wikipedia/Derek Ramsey]

O extrato de uma espécie de gerânio inativou o vírus da AIDS tipo 1 (HIV-1), evitando que o vírus invadisse células humanas.

O extrato foi tirado das raízes do gerânio sul-africano (Pelargonium sidoides), uma planta medicinal com conhecidos efeitos antibacterianos, expectorante e estimulante imunológico.

A descoberta de sua ação radical contra o HIV-1 foi publicada na revista científica PLoS ONE por uma equipe do Centro Helmholtz de Munique (Alemanha).

Os extratos coletados a partir da raiz do gerânio contêm compostos que atacaram o HIV-1, evitando a replicação do vírus em células humanas em cultura.

O extrato bloqueou a ligação das partículas virais às células hospedeiras, impedindo, de forma eficaz, que o vírus invadisse as células.

Análises químicas revelaram que o efeito antiviral do extrato de gerânio é mediado por polifenóis.

Os extratos polifenólicos isolados da raiz do gerânio também apresentaram a atividade anti-HIV-1, mas são ainda menos tóxicos para as células do que o extrato bruto retirado da raiz da planta.

Fitoterápico contra a AIDS

"Os extratos da Pelargonium sidoides são uma rota muito promissora para o desenvolvimento do primeiro fitoterápico cientificamente validado contra o HIV-1. Os extratos atacam o HIV-1 com um modo de ação que é diferente de qualquer medicamento anti-HIV-1 em uso clínico. Portanto, um fitoterápico baseado no gerânio pode ser um complemento valioso para as terapias anti-HIV estabelecidas," disse a Dra. Ruth Brack-Werner, membro da equipe de pesquisa.

"Além disso, extratos da Pelargonium sidoides são fortes candidatos para melhorar as opções terapêuticas anti-HIV-1 em contextos de recursos limitados, uma vez que eles são fáceis de produzir e não necessitam de refrigeração. Os resultados do nosso estudo e a segurança comprovada dos extratos de Pelargonium sidoides encorajam seu teste em indivíduos infectados com o HIV-1 como o próximo passo," concluiu a pesquisadora.


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