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09/01/2012

Fumantes estão migrando para outros derivados do tabaco

Redação do Diário da Saúde
Fumantes estão migrando para outros derivados do tabaco
Apesar das evidências de que seja tão nocivo para a saúde quanto o cigarro, há uma desinformação da população sobre os males causados pelo narguillé.[Imagem: Fiocruz]

Migração

Dados recentes indicam que as ações preventivas e restritivas ao consumo de cigarro têm provocado a queda no número de usuários do produto no Brasil.

No entanto, embora a notícia seja animadora, há evidências de que esteja ocorrendo uma migração para outros derivados do tabaco.

É o que aponta o estudo realizado por pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer, publicado na edição de novembro dos Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz.

Narguilé

O uso de outros derivados do tabaco está se mostrando mais forte em algumas regiões do país.

Os resultados mostram a prevalência, no uso de produtos do tabaco fumado diferentes do cigarro, de 4,3%, 18,3% e 21,3% em Vitória, Campo Grande e São Paulo, respectivamente.

Nas últimas duas capitais, o produto fumado com maior frequência, por ambos os sexos, foi o narguilé.

Os dados revelam taxa elevada de consumo da substância, semelhante, inclusive, à verificada entre os jovens de alguns países do Oriente Médio e da Ásia, com larga tradição de consumo do narguilé.

"Apesar das evidências de que seja tão nocivo para a saúde quanto o cigarro, há uma desinformação da população sobre os seus danos, o que faz o uso do narguillé ser visto dentro de uma perspectiva de socialização também nos países ocidentais", explicam os pesquisadores.

Ações nefastas

O uso de outros produtos derivados do tabaco já é superior ao do próprio cigarro em Campo Grande e São Paulo, e equivalente em Vitória.

Segundo os estudiosos, o crescimento de fumantes de derivantes do tabaco diferentes do cigarro seria impulsionado pelos fabricantes de cigarro na tentativa de burlar as ações de controle do uso do produto.

"Pode haver a utilização ilegal de novas mídias ainda mais próximas dos jovens, tais como propagandas por celulares e internet, as quais devem ser temas subjacentes de monitoramento contínuo para apoiar o entendimento da expansão do uso de novos produtos", afirmam.

Todas as formas de tabaco

Para prevenir a expansão desse mercado de usuários, os pesquisadores sugerem o uso de advertências sanitárias na mídia e nas embalagens de outros produtos de tabaco, além de ações como a implementação de lei federal sobre ambientes 100% livre de todas as formas de tabaco fumado e a proibição total da propaganda dos produtos, inclusive nos pontos de venda.

"Os elevados patamares encontrados devem servir de alerta para investir na disseminação ampla da informação e na cessação do consumo entre os usuários. Para tanto, é importante direcionar as intervenções de forma a prevenir a aceitação social dos produtos e a crença de que eles não são nocivos", advertem os estudiosos.


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