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15/05/2012

Fumar maconha reduz sintoma da esclerose múltipla

Redação do Diário da Saúde

Espasticidade

Um pequeno estudo clínico, envolvendo 30 voluntários, mostrou que fumar maconha reduz a espasticidade, ou convulsividade, um sintoma comum e debilitante da esclerose múltipla.

A espasticidade é marcada por um aumento descontrolado no funcionamento dos músculos, causando espasmos, movimentos involuntários, e muita dor.

Além de debilitante, esse sintoma da doença neurológica nem sempre responde ao tratamento tradicional, o que levou os cientistas a buscar alternativas.

Benefícios e efeitos colaterais

Além da redução das contrações musculares, o teste também mostrou que fumar maconha reduz as dores associados ao sintoma.

Como efeito colateral, os participantes relataram "efeitos cognitivos adversos" de curto prazo, além de uma maior fadiga.

"Nós verificamos que fumar cannabis foi superior ao placebo na redução dos sintomas e da dor nos pacientes com espasticidade resistente ao tratamento ou com contrações musculares excessivas," disse o Dr. Jody Corey-Bloom, da Universidade da Califórnia em San Diego (EUA).

Estudos anteriores já haviam indicado que os elementos psicoativos da planta, os chamados canabinoides, são eficazes no tratamento de condições neurológicas, mas a maioria dos estudos se concentra na ingestão desses compostos.

Este é o primeiro estudo que avalia a assimilação dos compostos da maconha através do fumo.

Usos medicinais da maconha

Os resultados no tocante à espasticidade foram medidos objetivamente, sem depender da opinião dos voluntários, por uma técnica conhecida como escala de Ashworth, que mede a intensidade do tônus muscular.

Embora geralmente bem tolerada, fumar maconha tem efeitos negativos conhecidos sobre a atenção e a concentração.

Os pesquisadores afirmam que serão necessários mais estudos para avaliar se uma redução na dose usada no estudo poderia alcançar os mesmos resultados com uma menor intensidade dos efeitos colaterais.

Apesar dos preconceitos e dos problemas legais, a maconha vem demonstrando largo potencial de aplicações médicas:


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