Gene da obesidade está associado também ao Mal de Alzheimer

Gene da obesidade está associado também ao Mal de Alzheimer
Cientistas encontraram relação entre a presença de um gene específico ligado à obesidade e a degeneração do cérebro. Gene é comum em metade dos europeus ocidentais.
[Imagem: Ho et al./Pnas]

Obesidade e Alzheimer

Um gene ligado à obesidade, presente em quase metade dos europeus ocidentais, pode estar também associado com a degeneração cerebral, aumentando o risco do Mal de Alzheimer

A conclusão é de um estudo que será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

A redução no volume cerebral eleva os riscos relacionados a condições como o Mal de Alzheimer, disseram os cientistas.

Mapas 3D do cérebro

Para fazer a pesquisa, Paul Thompson e seus colegas da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, produziram mapas em três dimensões dos cérebros de 206 caucasianos idosos e saudáveis.

Os cientistas descobriram um padrão de volume cerebral reduzido em portadores de uma sequência de DNA específica (alelo) localizada dentro do gene associado com massa gorda e obesidade (conhecido como FTO).

Redução no volume do cérebro

Os déficits cerebrais resultantes da redução do volume do cérebro tornam as pessoas mais vulneráveis ao Mal de Alzheimer.

Em comparação com o grupo de controle, os participantes pesquisados apresentaram uma redução média de 8% no tecido do lobo frontal e de 12% nos lobos occipitais.

"O resultado é que esse gene tão prevalente não só aumenta uma polegada na sua cintura como também faz o seu cérebro parecer 16 anos mais velho," disse Thompson.

Segundo os autores do estudo, as diferenças com relação aos demais voluntários não são atribuídas a outros fatores ligados à obesidade, como nível de colesterol, diabetes e pressão alta.

Obesidade e declínio cognitivo

Trabalhos anteriores observaram que o alelo, que está associado com circunferência abdominal e altura maiores do que a média, está presente em 46% dos europeus ocidentais e centrais e em 16% dos asiáticos.

Os autores destacam que a obesidade é um fator conhecido para o declínio cognitivo e que o novo estudo não identificou o mecanismo por trás da atrofia cerebral nos portadores do alelo.

Segundo eles, até o momento não foi possível determinar se a influência genética dessa sequência está entre os fatores determinantes da obesidade.

Os pesquisadores apontam que essa variante genética pode contribuir com a degeneração cerebral independentemente (ou além) da influência sobre a massa corporal dos portadores.


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