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01/06/2012

Genética do câncer é única em cada paciente

Redação do Diário da Saúde

Genes diferentes

Quando os pesquisadores examinaram todos os genes no genoma de 100 mulheres que tiveram câncer de mama, eles chegaram a uma conclusão impressionante: não havia similaridade entre nenhuma delas.

É como se cada uma das mulheres tivesse tido uma doença diferente.

E talvez seja justamente isso, sugerem os pesquisadores.

Explicação genética

Trabalhos anteriores já haviam subdividido o câncer de mama em dez tipos diferentes.

Mas a descoberta de nove novos genes associados com o câncer de mama - elevando o total para 40 genes - ressalta a complexidade genética da doença.

Um novo estudo, agora publicado na revista Nature, é parte de uma iniciativa internacional para sequenciar o genoma de uma variedade de cânceres.

Mas a esperança de uma "explicação genética" para as doenças parece cada vez mais distante.

Além da imaginação

"Recentemente, começamos a perceber que o câncer de mama não é uma doença única, apresentando vários subtipos diferentes. No entanto, o que o estudo mostra é que a diversidade e as diferenças entre as pacientes é muito maior do que imaginávamos," conta o Dr. Sunil Lakhani, da Universidade de Queensland, na Austrália.

Segundo ele, os genes causadores de câncer que sofreram mutações - os chamados genes controladores - eram diferentes em cada uma das amostras coletadas.

"Embora 28 dos 100 cânceres tivessem o mesmo gene controlador, alguns tinham até seis. Há 40 genes diferentes de câncer envolvidos no desenvolvimento do câncer e em 73 combinações diferentes - praticamente cada câncer é, portanto, único."

Tratamentos mais racionais

Este novo estudo pode dar alguns indícios sobre as razões de tantos casos de câncer de mama não responderem ao tratamento.

Segundo o pesquisador, o caminho que parece se vislumbrar é a busca de planos individualizados de tratamento.

"Entender as consequências dessa diversidade será importante para avançarmos rumo a tratamentos mais racionais," conclui ele.

O tratamento padrão atual é a quimioterapia.


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