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28/07/2011

Dia mundial de luta contra as Hepatites Virais

Com informações do Instituto Oswaldo Cruz

Hepatites virais

Nesta quinta-feira, 28, é comemorado o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais.

As Hepatites Virais são doenças causadas mais comumente pelos vírus da hepatite tipos A, B, C, D ou E, que provocam inflamação no fígado.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 1 milhão de mortes por ano são atribuídas às hepatites virais.

O vírus da hepatite B (HBV) e hepatite C (HCV) são as principais causas de câncer de fígado no mundo, correspondendo a 78% dos casos.

Doença silenciosa

Pesquisadora do Laboratório de Hepatites Virais do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Lia Lewis, ressalta a importância da data e lembra que é preciso sensibilizar a população de que a hepatites virais são um problema de saúde pública global.

"O Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites é de extrema importância, pois visa levar informação, fazer a divulgação desta doença que atinge milhões de pessoas no mundo e que, em alguns casos, o portador não sabe que está infectado com o vírus", destaca.

A pesquisadora conta que trata-se de uma doença silenciosa: o vírus age por décadas sem manifestar sintomas e, por isso, muitas vezes, a busca por orientações médicas é demorada.

"Sem o diagnóstico e tratamento adequados, muitos casos evoluem para quadros mais graves. Então, é necessário orientar as pessoas sobre as formas de prevenção", defende a pesquisadora.

Tipos de hepatite

"Como as hepatites podem ser causadas por cinco tipos de vírus diferentes, as estratégias de prevenção são específicas para cada um.

"No caso da hepatite A, que é causada pela ingestão de alimentos ou água contaminadas, o saneamento básico e o escoamento correto da água são as formas mais importantes para prevenção.

"As hepatite B e C podem ser transmitidas por via parenteral, percutânea, transmissão sexual e vertical (mãe-filho), apesar da transmissão sexual do VHC também ser possível, é menos comum. Nestes casos, o uso de preservativos nas relações sexuais é principal forma de prevenção. Além disso, é preciso evitar o uso coletivo de objetos cortantes, como alicates de unha, por exemplo, e compartilhamento de seringas entre usuários de drogas.

"A hepatite B também pode ser prevenida por meio de vacinação, disponível no SUS, conforme padronização do Programa Nacional de Imunizações. Ela está disponível para jovens até 24 anos e para pessoas com maior risco de exposição a doença como manicures, pedicures, podólogos, tatuadores, caminhoneiros, entre outros", explica a pesquisadora.

Diagnóstico precoce da hepatite

Para Lia Lewis, o principal desafio enfrentado no combate das hepatites é a dificuldade para realização do diagnóstico precoce.

"Por ser uma doença silenciosa, torna-se um desafio realizar o diagnóstico precoce da doença. Ao mesmo tempo, quanto mais cedo for o diagnóstico daqueles que são portadores e que necessitam de tratamento, melhor, porque alguns casos de hepatite evoluem para cirrose ou para o câncer de fígado. Com o diagnóstico precoce é possível evitar que evoluam para essas formas", orienta a pesquisadora.

"Por isso, é necessário orientar e incentivar as pessoas para realização do teste rápido para detecção de hepatites B e C. O novo exame identifica as doenças em 30 minutos. Antes, com o teste convencional, o resultado poderia demorar de 30 a 90 dias para ser conhecido pelo paciente", completa.


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