Homens e mulheres lidam de forma diferente com o medo

Homens e mulheres lidam de forma diferente com o medo
Na iminência de uma experiência negativa, o cérebro feminino apresenta uma atividade cerebral intensa. Já o cérebro masculino mantém um comportamento estável.
[Imagem: UCL]

Preocupação e lembrança

Homens e mulheres apresentam diferenças significativas na forma como antecipam experiências emocionais negativas.

Essas diferenças influenciam a forma como a experiência negativa é lembrada mais tarde, uma vez que a antecipação da emoção reforça a memória do evento.

Na iminência de uma experiência negativa, o cérebro feminino apresenta uma atividade cerebral intensa. Já o cérebro masculino mantém um comportamento estável.

Sensibilidade emocional

A Dra. Giulia Galli, da Universidade College London, no Reino Unido, afirma que os dados neurológicos coletados na pesquisa sugerem que a mulher é mais sensível emocionalmente do que o homem, o que afeta a forma como elas se lembram dos eventos negativos mais tarde.

"Por exemplo, ao assistir cenas perturbadoras em um filme, muitas vezes há pistas de que algo 'ruim' vai acontecer, como uma música emotiva. Esta pesquisa sugere que a atividade cerebral nas mulheres entre a dica e a própria cena perturbadora influencia o modo como a cena será lembrada. Para a memória dos homens, o que importa é, principalmente, a atividade cerebral durante a própria cena em si", diz Galli.

Experimento

No experimento, a atividade neurológica de homens e mulheres foi monitorada no instante que antecedia seu contato com imagens negativas, positivas e neutras.

Os participantes de ambos os sexos recebiam uma indicação prévia da imagem que viria a seguir, por meio de um cartão.

Em todos os casos, a atividade cerebral se comportou de maneira estável, sem mudanças, exceto no caso das mulheres na iminência de ver uma imagem de conteúdo negativo.

O resultado foi que, mais tarde, as mulheres se lembraram das imagens negativas muito mais do que os homens.

Lidando com as emoções negativas

Embora tenha sido feito em um grupo pequeno, de apenas 30 pessoas, a descoberta pode ser útil no estudo de transtornos psiquiátricos, como a ansiedade, quando se verifica uma expectativa excessiva em relação aos eventos futuros.

"Ao antecipar um evento desagradável, as mulheres podem espontaneamente acionar estratégias para anular o impacto das emoções negativas," disse o Dr. Leuen Otten, coautor da pesquisa.


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