Homo minutus: ser humano artificial para testar medicamentos

Homo minutus: ser humano artificial para testar medicamentos
O ser humano artificial combina características de coração, fígado, rins e pulmão em uma plataforma de testes de toxicidade que cabe sobre uma mesa.
[Imagem: LANL]

Embora seres humanos virtuais já venham ajudando a Medicina há anos, pesquisadores do Projeto Athena estão adiantados na tarefa de criar um "ser humano artificial".

O projeto pretende nada menos do que mudar a forma como são desenvolvidos os medicamentos, deixando de lado os testes em culturas celulares em laboratório e em cobaias, que não conseguem reproduzir com fidelidade o que ocorre no corpo humano.

Os pesquisadores estão inicialmente concentrados no desenvolvimento da versão artificial de quatro órgãos humanos: fígado, coração, pulmão e rins.

Cada componente do órgão terá o tamanho de um telefone celular, e o "corpo artificial" inteiro, com todos os órgãos interligados, caberá em uma mesa.

"O objetivo final é a construção de um pulmão que respira, um coração que bombeia, um fígado que metaboliza e um rim que excreta - todos conectados por uma tubulação muito semelhante à maneira como os vasos sanguíneos conectam nossos órgãos," disse Rashi Iyer, cientista do Laboratório Nacional Los Alamos (EUA), líder do projeto Athena.

Homo minutus

O trabalho de miniaturização está dando resultados: o fígado artificial, por exemplo, tinha o tamanho de uma geladeira e custava US$80.000 para ser montado.

A versão "de mesa", usando as técnicas dos biochips, mede 10 centímetros e custou US$2.000 - custo de um protótipo, sem ganhos de uma fabricação em escala.

"Ao desenvolver este 'homo minutus', estamos deixando para trás a necessidade de testes em animais ou em placas de Petri. Haverá benefícios enormes no desenvolvimento de sistemas para desenvolver medicamentos e fazer análises de toxicidade que possam imitar a resposta dos órgãos humanos reais," disse Rashi.

"Ao criar um sistema global dinâmico que imite o ambiente fisiológico humano de forma mais realista do que células estáticas em um prato, poderemos entender os efeitos químicos sobre os órgãos humanos como nunca antes foi possível," acrescentou ela.


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