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08/08/2016

Honestidade? Não confie nas aparências

Redação do Diário da Saúde
Honestidade? Não confie nas aparências
Stephen Porter e Alysha Baker alertam para a importância dos resultados para o sistema judiciário, onde pessoas com determinados traços de aparência são julgadas com mais rigor. [Imagem: UBC]

Honestidade pela aparência

Algumas características faciais, e não exatamente a expressão de uma pessoa, influencia se os outros vão achar que essa pessoa é confiável ou não - sem nenhuma relação com a confiabilidade real da pessoa.

Esta constatação é preocupante porque demonstra que fazemos julgamentos de confiabilidade e honestidade com base unicamente no rosto da pessoa, deixando todas as portas abertas para julgamentos com base em estereótipos.

"Nossos resultados neste e em estudos anteriores sugerem que a sua aparência física pode ter implicações importantes para a sua presumida credibilidade e outros traços de caráter, implicações mais fortes do que a maneira como você se comporta e as palavras que você diz. As implicações na vida social, no local de trabalho, em ambientes corporativos e no contexto da justiça criminal são enormes," reconhecem Stephen Porter e Alysha Baker, da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá).

As características faciais que fazem com que uma pessoa seja considerada como não confiável são sobrancelhas mais altas, maçãs do rosto mais pronunciadas e rosto redondo.

Já as pessoas com um rosto mais fino e com sobrancelhas inclinadas parecem ser mais confiáveis.

Injustiças pela aparência

Os pesquisadores incluíram em seu estudo dois casos criminais reais, um envolvendo uma mulher de 81 anos de idade e outro um pai de uma menina de nove anos de idade desaparecida. As pessoas acreditaram no apelo da mulher idosa por justiça, mesmo que mais tarde tenha sido comprovado que ela realmente assassinou seu marido. E a maioria afirmou que o pai da menina estava mentindo - com base em suas características faciais - mesmo que mais tarde se comprovou que ele era inocente.

"Quando encontramos uma pessoa em qualquer situação, nós automática e instantaneamente formamos uma impressão sobre se ela é um alvo digno de nossa confiança. Normalmente não somos conscientes dessa decisão rápida e ela pode ser experimentada como uma 'intuição', mas isso pode ser particularmente problemático no sistema judiciário porque essas primeiras impressões são muitas vezes infundadas e podem levar a tomadas de decisão tendenciosas," disse Baker.

O pesquisador acentua que, em alguns contextos legais, pessoas vistas subjetivamente como não confiáveis de fato são julgadas com mais rigor e recebem penas diferentes daquelas consideradas dignas de confiança com base na sua aparência. Nos EUA, por exemplo, são vários os casos documentados que mostram que homens com aparência tida como não confiável são mais propensos a receber a pena de morte do que homens com aparência confiável que cometeram crimes similares.

O estudo foi publicado na revista Psychology, Crime & Law.


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