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10/10/2014

Hospital é o pior lugar para ter um AVC

Redação do Diário da Saúde

Dois milhões por minuto

Um atendimento rápido é essencial no caso de um derrame, ou acidente vascular cerebral (AVC).

Para cada minuto de atraso no tratamento, as pessoas normalmente perdem quase dois milhões de células cerebrais.

Então, se você pudesse escolher, onde teria um AVC?

Contrariamente a todas as expectativas, um estudo de casos reais mostrou que a demora na realização dos exames corretos e na aplicação dos medicamentos adequados é maior quando as pessoas sofrem um acidente vascular cerebral em um hospital.

"Intuitivamente, você pode imaginar que um hospital é o melhor lugar possível para ter um AVC, mas simplesmente não é assim," disse a Dra. Alexandra Saltman, da Universidade de Toronto (Canadá), coordenadora do estudo.

AVC no hospital

A equipe comparou pacientes que tiveram um AVC em duas situações: levados para um hospital de casa ou de um lugar público, ou pacientes já internados em hospitais por outros problemas.

Os pacientes hospitalizados tiveram que esperar mais tempo com os sintomas de AVC antes de serem submetidos a uma tomografia computadorizada para confirmação do evento, demoraram mais para receber medicamentos anticoagulantes e, pior do que isso, apresentaram maior chance de nem mesmo receber esses medicamentos.

A médica sugere duas possibilidades para essa demora no atendimento intra-hospitalar, que ocorre apesar do fato de o paciente encontrar-se rodeado por profissionais de saúde.

Em primeiro lugar, os sinais de um AVC são muitas vezes negligenciados. Quando os pacientes são admitidos por outras razões médicas (por exemplo, cirurgia cardíaca ou pneumonia) "a equipe do hospital está compreensivelmente focada nessa doença" ou condição, e pode não reparar nos sintomas do derrame, diz a médica.

Em segundo lugar, parece haver uma falta de um protocolo padrão quando um acidente vascular cerebral é identificado no hospital, gerando uma resposta mais lenta do que o esperado.

Questão de organização

A Dra Lindsay conclui que o problema é sobretudo uma questão organizacional, e não necessariamente uma deficiência dos profissionais de saúde que cuidam dos pacientes.

Ela recomenda sim, uma maior conscientização desses profissionais para o risco de um AVC entre os pacientes internados, mas também recomenda a criação de protocolos padronizados e de uma melhor coordenação entre os departamentos internos de todas as alas dos hospitais.


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