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19/05/2011

HPV pode ser transmitido pela pele

Com informações da Fiocruz Bahia

Transmissão do HPV

A Fiocruz Bahia foi palco da palestra HPV, câncer e vacinas: o que você precisa saber?

No encontro, que reuniu profissionais e estudantes de Medicina da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Edson Duarte, pesquisador da Fiocruz, discutiu os principais aspectos do HPV.

O vírus é conhecido como o causador de quase 100% dos casos de câncer de colo de útero e de metade dos casos de câncer de pênis.

Além de alertar o público presente quanto aos cuidados e principais formas de prevenção do HPV, Edson Duarte também chamou atenção para a facilidade de transmissão do vírus, que está muito adaptado à espécie humana e pode ser contraído com um simples contato, além de relações sexuais.

"Diferentemente de outras DSTs, o HPV não precisa de fluidos ou secreções orgânicas. A transmissão pode ser pele a pele. Existe também transmissão não-sexual e a mais importante é a da mãe para o recém-nascido, que se chama transmissão vertical. A mãe com infecção na genitália pode transmitir para o filho no canal do parto", explica Edson.

HPV

O HPV (Papilomavírus Humano) é um vírus relativamente novo e conhecido no mundo inteiro, pela incidência de doenças em homens e mulheres.

Edson Duarte explica que a infecção, na maioria das vezes, é assintomática, ou seja, os sintomas não são visíveis e, em alguns casos, a doença pode desaparecer naturalmente.

Um estudo da revista Journal of Infectious Diseases mostra que, as doenças também podem se manifestar através de verrugas anogenitais, lesões displásicas ou cânceres, entre os quais está um dos mais conhecidos: o câncer de colo de útero.

Prevenção do HPV

Ainda segundo a pesquisa, as lesões causadas pelo HPV podem aparecer em diferentes partes do corpo humano, como colo do útero, vagina ou vulva em mulheres, ou no ânus, pênis ou orofaringe em homens.

Além disso, o estudo aponta que, no caso dos homens, o principal fator capaz de influenciar o risco de infecção anogenital por HPV foi o número de parceiros sexuais.

De acordo com Edson, homens e mulheres sexualmente ativos, de todas as idades têm chance de contrair o HPV. É inviável falar em classificação por grupos de risco.

Para exemplificar a extensão do problema, o médico apontou números representativos com relação ao HPV. Estima-se que três quartos dos adultos [75%] têm ou terão alguma forma de HPV.

Além disso, é importante destacar: até 85% das mulheres sexualmente ativas serão contaminadas por HPV em algum momento de suas vidas; por ano, existe meio milhão de casos de câncer de colo de útero; 30 milhões de casos de verruga genital; 300 milhões de infecções novas por HPV.

A partir de dados tão impactantes, Edson Duarte alerta para importância da prevenção, que não se limita apenas à camisinha e ao exame Papanicolaou.

Para ele, a principal e mais eficiente forma de prevenir as mais diferenciadas doenças causadas pelo HPV é a vacina.

"É uma vacina excelente, porque é uma réplica perfeita do vírus", afirma o médico.

Além de ser extremamente importante para mulheres, a vacina quadrivalente (a mais eficaz) pode prevenir infecções com HPV dos tipos 6, 11, 16 e 18, e outros relacionados com o desenvolvimento de lesões nos genitais externos em homens jovens, de 16 a 26 anos.


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