Idosos superam jovens na correção dos próprios erros

Idosos superam jovens na correção dos próprios erros
Se você está preocupado em envelhecer bem, a Dieta da Mente pode evitar o declínio cognitivo.
[Imagem: Rusch University Medical Center]

Habilidades cognitivas

Parece que a noção de que os adultos mais velhos sempre ficam para trás dos mais jovens quando se trata de aprender coisas novas é um mito.

Na verdade, os adultos mais velhos se mostraram de fato melhores do que os adultos jovens para corrigir seus erros em um estudo que envolveu questões de conhecimentos gerais.

"A mensagem para levar para casa é que há algumas coisas que os adultos mais velhos podem aprender extremamente bem, melhor do que os adultos jovens. Corrigir seus erros factuais - todos os seus erros - é uma delas," escrevem Janet Metcalfe e David Friedman, da Universidade de Columbia (EUA), idealizadores do estudo.

"Existe um estereótipo muito negativo sobre as habilidades cognitivas dos adultos mais velhos, mas os nossos resultados indicam que a realidade pode não ser tão sombria quanto o estereótipo indica," afirmam eles.

Efeito de hipercorreção

A equipe estava interessada em explorar um fenômeno conhecido como "efeito de hipercorreção". De acordo com esse efeito, quando as pessoas estão muito confiantes em uma resposta que acaba por se mostrar errada, eles tendem a corrigi-la. Mas, quando estão inicialmente inseguros sobre a resposta, eles são menos propensos a corrigi-la. Pesquisas anteriores mostraram que o efeito é forte em estudantes universitários e crianças, mas não tão forte em adultos mais velhos.

Os resultados mostraram que os adultos mais velhos corrigem mais de seus erros de baixa confiança, além de corrigirem mais erros nos quais eles tinham confiança, indicando que eles são melhores em atualizar seus conhecimentos existentes com novas informações.

Juntos, esses resultados indicam que os adultos mais velhos são menos suscetíveis ao efeito de hipercorreção do que os adultos mais jovens.

"De fato, os adultos mais velhos devem ser encorajados pelos nossos resultados - os mais velhos desempenharam esplendidamente em nosso estudo," destacam os autores. "Mas todos nós ficaremos velhos, de forma que os mais jovens também devem ser encorajados."

O estudo foi publicado na revista Psychological Science.


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