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05/09/2014

Imunoassinatura: uma nova forma de detectar o câncer

Redação do Diário da Saúde
Imunoassinatura: uma nova forma de detectar o câncer
O pesquisador mostra na tela os milhares de resultados que podem ser lidos diretamente do biochip. [Imagem: ASU]

Biomarcadores

Recursos financeiros e esforços têm sido gastos à exaustão em busca da descoberta de indicadores pré-sintomáticos do câncer, conhecidos como biomarcadores.

O interesse é grande porque esses biomarcadores seriam liberados na corrente sanguínea antes do surgimento dos sintomas da doença, o que permitiria sua detecção precoce com um exame de sangue.

Até o momento, contudo apenas alguns poucos biomarcadores do câncer receberam aprovação das autoridades de saúde para uso clínico, e mesmo esses biomarcadores aprovados têm mostrado uma utilidade limitada.

O maior problema é que a resposta imunológica do corpo ao câncer é complexa, heterogênea e varia de paciente para paciente, além de depender do tipo do tumor e do estágio da doença.

Imunoassinaturas

Para superar todos esses inconvenientes, Phillip Stafford e seus colegas da Universidade Estadual do Arizona (EUA) estão propondo a adoção de uma técnica inovadora para a detecção precoce do câncer, que eles chamam de imunoassinatura.

Em vez de usar o paradigma reducionista dos biomarcadores individuais, a imunoassinatura baseia-se em um sistema múltiplo, no qual se analisa toda a população de anticorpos que circulam no sangue em um determinado momento.

A técnica está se tornando possível graças aos biochips, no interior dos quais uma matriz de sequências aleatórias de peptídeos consegue fazer milhares de exames simultaneamente.

Quando uma pequena gota de sangue - menos de um microlitro - é espalhada sobre a matriz, os anticorpos no sangue ligam-se seletivamente aos peptídeos, formando um retrato instantâneo da atividade imunológica da pessoa - uma imunoassinatura.

Como as sequências de peptídeos são aleatórias, e não relacionadas a quaisquer antígenos de uma determinada doença, os pesquisadores afirmam que as imunoassinaturas são "agnósticas das doenças", o que significa que uma única plataforma é potencialmente aplicável a vários tipos de doenças.

Isto representa uma melhoria substancial em relação aos exames altamente específicos que podem avaliar um único biomarcador, muitas vezes com erros substanciais de identificação ou sensibilidade inadequada - falsos negativos e falsos positivos.

98% de precisão

A técnica de imunoassinatura foi testada em 120 amostras independentes, cujas doenças já eram conhecidas, apresentando resultados com 95% de precisão.

Em uma segunda avaliação, em mais de 1.500 amostras históricas cobrindo 14 doenças diferentes, incluindo 12 tipos de câncer, a precisão do exame chegou a 98%.

A equipe pretende agora chegar a alguns 9s depois da vírgula em termos de precisão aumentando o tamanho do seu biochip: eles estão construindo uma versão que terá mais de 100.000 peptídeos, gerando uma imunoassinatura muito mais precisa.


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