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12/12/2013

Imunoterapia experimental elimina leucemia em crianças e adultos

Redação do Diário da Saúde
Imunoterapia experimental elimina leucemia em crianças e adultos
A primeira criança a passar por esta terapia, Emily Whitehead, de 8 anos de idade, permanece livre do câncer desde seu tratamento com células-T, em abril de 2012.[Imagem: CHOP]

Quase 90% das crianças e adultos com uma forma altamente agressiva de leucemia não apresentaram mais os sintomas do câncer depois de receber uma nova terapia celular personalizada.

O tratamento experimental foi testado em pacientes que não responderam ao tratamento convencional e nem ao transplante de medula óssea.

A imunoterapia, que reprogramou o sistema imunológico dos pacientes com leucemia linfoblástica aguda (LLA), foi desenvolvida no Hospital Infantil da Filadélfia e na Universidade da Pensilvânia, nos EUA.

Nos testes com as células T que atacam a leucemia, "configuradas" com técnicas de bioengenharia, 24 dos 27 pacientes (89%) apresentaram respostas completas no prazo de 28 dias após o tratamento.

"Nossos resultados servem como um marco importante para demonstrar o potencial desta terapia celular em pacientes que não têm outras opções terapêuticas," disse o autor do estudo, Dr. Stephan Grupp. "Nós também estamos muito animados que esta estratégia tenha funcionado e sido segura em pacientes que têm recaída depois de um transplante de medula óssea."

Bioengenharia

Todos os pacientes apresentavam LLA (leucemia linfoblástica aguda) de alto risco, que retornou após o tratamento inicial ou que resistiu ao tratamento desde o início.

Os pacientes receberam células T chamadas células CTL019, que foram adaptadas por bioengenharia para se tornar o que os cientistas chamam de "células caçadoras".

A primeira criança a passar por esta terapia, Emily Whitehead, de 8 anos de idade, permanece livre do câncer desde seu tratamento com células T, em abril de 2012.

Nas avaliações de acompanhamento, os pesquisadores relataram seis recaídas entre os 24 pacientes que tiveram respostas completas no início.

Assim, 18 dos 24 pacientes pediátricos e adultos tiveram respostas completas em um seguimento médio de 2,6 meses após o tratamento. Esse acompanhamento ainda prossegue.


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