Into começa a operar crianças afetadas pelo zika na gestação

Síndrome Congênita do Zika

O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into), unidade do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro, começa a realizar cirurgias pelo SUS nos bebês com a Síndrome Congênita Associada à Infecção pelo vírus Zika, que apresentam também problemas ortopédicos graves nos pés, pernas, quadris e mãos.

A estreante entre as crianças com essa doença no centro cirúrgico do Into, Eloá de Santana Silva Fidelis - com 1 ano e 7 meses e duas cirurgias já concluídas - se recupera bem em casa. Outros seis bebês nessa faixa etária são preparados para cirurgias corretivas no instituto, nas próximas semanas.

A Síndrome Congênita Associada à Infecção pelo vírus Zika atingiu, a partir de 2015, bebês cujas mães haviam contraído zika ou manifestado sintomas de zika durante a gestação.

"É importante notar que a síndrome congênita do vírus Zika é algo novo para todos. Estudamos caso a caso e o que fazer de melhor pelos bebês. São crianças que têm normalmente contraturas acentuadas dos músculos, que nem sempre nascem e aparentam de início esses problemas. As articulações podem sair do lugar à medida em que os bebês vão crescendo e começam a fazer os primeiros movimentos para sentar, engatinhar ou caminhar", esclarece o pediatra Pedro Henrique Mendes.

"A síndrome congênita associada à infecção pelo vírus zika reabre toda uma discussão sobre os rumos do tratamento ortopédico em grandes centros, como o Into, que até então mantinha um conglomerado de reabilitação e fisioterapia pós-cirúrgica," ressalta o diretor-geral do Into, Naasson Cavanellas. "As especificidades destas crianças nos fizeram transformar toda a linha de cuidado anterior à cirurgia e cria um grupo de pacientes novos dentro da ortopedia, na verdade peculiares na ortopedia atual."


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