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16/10/2013

Você não consegue julgar o comportamento dos seus amigos

Redação do Diário da Saúde

A objetividade parece definitivamente não existir quando se trata dos amigos.

As pessoas avaliam o comportamento dos seus amigos de forma mais positiva do que o comportamento dos estranhos, independentemente do desempenho real desses amigos em uma série de tarefas.

Ou seja, nesse reino da subjetividade, qualquer coisa feita por um amigo parecerá melhor, ou menos pior, do que a mesma coisa feita por um estranho.

A consequência disso, segundo os pesquisadores, é que devemos pensar duas vezes antes de permitir que pessoas que se conhecem fiquem em posições de julgar umas às outras - e isso vale das entrevistas de emprego aos julgamentos políticos.

"Quando julgamos pessoas que já conhecemos, somos mais ou menos incapazes de ignorar nossas imagens previamente estabelecidas dessas pessoas," explica Daniel Leising, da Universidade Técnica de Dresden (Alemanha).

Amigos na prática

Os psicólogos já documentaram bem que as pessoas têm uma série de preconceitos ao avaliar os outros, mas a maioria dos estudos até agora sobre esta questão tem usado descrições escritas do comportamento de pessoas hipotéticas.

"Este é um dos poucos estudos que investigaram juízos de comportamento real das pessoas," diz Leising .

Leising e seus colegas recrutaram pares de amigos para o estudo, pedindo-lhes primeiro para descrever as personalidades uns dos outros e, vários dias depois, gravaram esses voluntários enquanto cada um separadamente participava de situações desafiadoras padronizadas em laboratório.

Depois, os participantes, seus amigos, e um conjunto de estranhos, avaliaram as fitas de vídeo, cada uma com cerca de 90 segundos de duração.

"Dessa forma, pudemos comparar diferentes pontos de vista sobre exatamente os mesmos comportamentos uns com os outros," explica Leising.

Amigos, amigos, julgamentos inclusive

A equipe descobriu que é possível prever perfeitamente como os participantes vão se julgar mutuamente com base no que eles pensavam dos amigos antes da gravação das tarefas, e mesmo antes de verem o comportamento deles nos filmes.

"Ao controlar estatisticamente para as notas dos estranhos pelo mesmo comportamento, podemos mostrar que existem dois tipos de viés sistemáticos em tais julgamentos de comportamento," diz Leising.

Em primeiro lugar, nós julgamos o comportamento das pessoas que conhecemos de forma consistente com a nossa atitude geral para com elas, de forma que atribuímos qualidades positivas para o comportamento das pessoas de quem gostamos.

Em segundo lugar, nós julgamos as pessoas que conhecemos para coincidir com as nossas impressões específicas delas: por exemplo, se pensamos em alguém como sendo geralmente falante, nós vamos julgar que a pessoa é mais falante em situações específicas, mais do que um estranho que apresente o mesmo comportamento na mesma situação.

Bom, afinal de contas, para que servem os amigos?


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