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25/02/2014

Lente de contato com diamantes trata glaucoma automaticamente

Redação do Diário da Saúde

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (EUA) deram um passo significativo para a melhoria da gestão do glaucoma.

A doença geralmente provoca elevação da pressão ocular devido a um acúmulo de líquido e um colapso do tecido que é responsável por regular a drenagem de líquidos.

O glaucoma é controlado usando colírios.

Infelizmente, os pacientes se esquecem do medicamento e, pior, justamente quando aplicada em gotas, a medicação para o glaucoma pode causar efeitos colaterais nos olhos e outras partes do corpo.

A solução desenvolvida por Kangyi Zhang e seus colegas consiste em grudar o medicamento em nanodiamantes e incorporá-los em uma lente de contato.

Os medicamentos são liberados no olho quando os nanodiamantes interagem com as lágrimas do paciente.

O único efeito colateral encontrado até agora nessa nanotecnologia foi um efeito positivo: os nanodiamantes tornam as lentes de contato mais duráveis.

Lente de contato com nanodiamantes trata glaucoma automaticamente
[Imagem: UCLA]

Lente de contato com diamantes

Nanodiamantes são subprodutos de processos de mineração e lapidação, medindo cerca de cinco nanômetros de diâmetro e com a forma de pequenas bolas de futebol.

Para liberar constantemente a medicação no olho, os nanodiamantes são combinados com maleato de timolol, uma substância comumente usada em colírios para controlar o glaucoma.

Quando aplicado às lentes com nanodiamantes, o timolol é liberado quando entra em contato com a lisozima, uma enzima abundante nas lágrimas.

"Liberar o timolol pela exposição às lágrimas pode impedir a liberação prematura do remédio, quando as lentes de contato ainda estão armazenadas, e pode servir como uma rota mais inteligente para a aplicação da droga a partir de uma lente de contato," disse Kangyi Zhang.

Mesmo com os nanodiamantes incorporados, as lentes mantiveram níveis aceitáveis de claridade óptica. Agora a tecnologia terá que ser submetida às autoridades de saúde para avaliação de biossegurança.


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