Pesquisa descobre ligação entre obesidade e asma em crianças

Estreitamento das vias aéreas

Crianças saudáveis com altos níveis de gordura corporal e baixos níveis de atividade física regular apresentam um maior estreitamento das vias aéreas após a prática de exercícios.

Esta é a conclusão de um estudo feito pela pesquisadora Sara Rosenkranz, da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos. Segundo ela, a correlação é clara entre a obesidade infantil e a asma.

Sobrepeso e sedentarismo

"Crianças que têm sobrepeso e são inativas - mesmo em idades entre 8 e 10 anos - apresentaram uma resposta negativa aos exercícios do tipo desafio, o que pode contribuir para o aumento que temos visto ao longo das últimas décadas na prevalência de asma assim como na prevalência de obesidade", explicou a especialista em nutrição.

Rosenkranz avaliou 40 crianças saudáveis com idades entre oito e dez anos, todas saudáveis, sem uso regular de medicações e sem um histórico de doenças agudas ou crônicas, inclusive a própria asma.

Crise de asma induzida pelos exercícios

Depois de fazerem os exercícios físicos propostos, as crianças foram submetidas ao FEV-1, um teste para avaliar o estreitamento das vias aéreas superiores após a execução de atividades físicas.

A pesquisadora descobriu que, quanto maior a gordura corporal e quanto maior o sedentarismo da criança, mais propensa ela está em apresentar sintomas similares ao da asma após os exercícios físicos.

O estudo demonstrou também que a atividade física poderia até mesmo induzir um ataque de asma em algumas crianças obesas que nunca sofreram de asma em outras situações.

A pesquisadora alerta os pais, para cuidarem para que seus filhos não se tornem obesos ou, caso este já seja o caso, para que eles não se tornem também sedentários.


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