A busca por um sucessor do lítio para o transtorno bipolar

A busca por um sucessor do lítio para o transtorno bipolar
As deficiências do lítio estão ensejando uma nova corrida em busca de um medicamento melhor para o transtorno bipolar.
[Imagem: Wikimedia/Halfdan]

Prós e contras do lítio

O lítio não é usado apenas em baterias - o elemento é a principal medicação para tratar o transtorno bipolar e outras condições neurológicas.

Mas há dois problemas nesse uso, que está ensejando uma nova corrida científica em busca de um medicamento mais seguro e mais eficaz.

O principal problema é a toxicidade do lítio e seus efeitos colaterais.

O segundo é que, embora apresente alguns resultados, os cientistas não sabem exatamente como ele funciona no organismo.

O assunto é tão sério que mereceu a capa do último exemplar da revista Chemical & Engineering, da Sociedade Americana de Química.

Bethany Halford, editora da revista, explica que o lítio é o medicamento primário para acalmar os altos e elevar os baixos da desordem bipolar.

Além de ser barato, ele é o único medicamento que se mostrou capaz de evitar o suicídio na fase depressiva do transtorno.

Pacientes

O artigo explica, no entanto, que o lítio também tem suas desvantagens, como uma fina linha entre a dose efetiva e a dose tóxica.

Seus efeitos colaterais incluem problemas de tireoide, ganho de peso e, em alguns casos, a insuficiência renal.

Na esperança de superar as limitações do lítio, os cientistas estão tentando identificar exatamente como o lítio estabiliza o humor e como ele gera esses efeitos indesejáveis.

O objetivo é o desenvolvimento de uma segunda geração de medicamentos, sem as desvantagens do lítio.

O artigo é um chamamento aos cientistas, mostrando as abordagens que vários deles estão utilizando nessa busca.

Afinal, eles sabem que os pacientes estão esperando pelos seus resultados - ansiosamente explosivos ou sem forças para reagir à sua condição.


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