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28/06/2013

A luz que mata as bactérias nos dentes

Redação do Diário da Saúde
A luz que mata as bactérias nos dentes
O fotossensibilizador não tóxico é colocado sobre a área infeccionada e, após ativado por uma fonte de luz, faz a limpeza do local eliminando bactérias, fungos e vírus de maneira indolor. [Imagem: USP]

A Terapia Fotodinâmica, que já se mostrou eficaz para tratar o câncer de pele, agora está se mostrando uma ferramenta a mais na luta contra a resistência das bactérias aos antibióticos.

A terapia fotodinâmica - também chamada de PDT (sigla em inglês para Photodynamic Therapy) - consiste em usar uma substância química - chamada fotossensibilizador - capaz de deixar a bactéria sensível à luz.

O uso da PDT na odontologia está diretamente associado ao controle microbiológico.

O fotossensibilizador não tóxico é colocado sobre a área infeccionada e, após ativado por uma fonte de luz, faz a limpeza do local eliminando bactérias, fungos e vírus de maneira indolor.

Além do baixíssimo custo, outra grande vantagem da terapia fotodinâmica é que ela dispensa o uso do antibiótico, cujo uso indiscriminado causa aumento na seleção dos microrganismos, tornando-os mais resistentes aos medicamentos.

Para o professor Vanderlei Bagnato, do Instituto de Física da USP em São Carlos, ainda que se mobilize a indústria farmacêutica para o desenvolvimento de antibióticos mais complexos, não é possível garantir a eficácia dos tratamentos. Os esforços devem ser, portanto, direcionados ao desenvolvimento de terapias paralelas.

A terapia fotodinâmica é uma opção viável em um ambiente em que "é preciso começar a combater infecções localizadas sem drogas sistêmicas para eliminar a possibilidade de estarmos produzindo doenças que resistam aos antibióticos", alerta.

Além disso, como se trata de "uma terapia economicamente viável, sua implementação nos sistemas básicos de saúde pode se tornar uma realidade beneficiando a saúde da população", destaca a professora Martha Ribeiro, que trabalha diretamente com o uso das terapias de luz na odontologia.

Ela ressalta ainda que a técnica pode ser aplicada ao tratamento de cárie, doenças periodontais (na região de implantação e suporte dos dentes), candidíase (infecção por fungo) e infecções endodônticas (que atingem a polpa dentária ou sistema de canais radiculares e tecidos adjacentes).


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