Macaco controla movimentos de outro usando implante cerebral

Macaco controla movimentos de outro usando implante cerebral
A ideia de um cérebro controlar o corpo de um avatar já foi tema de filmes de Hollywood, como Avatar, mas os cientistas afirmam que isso seria impossível com base nos conhecimentos atuais.
[Imagem: Maryam M. Shanechi et al./Nature Communications]

Um novo avanço no campo das neuropróteses permitiu que um macaco controlasse os movimentos do braço de outro macaco usando apenas instruções mentais.

Leituras do cérebro do primeiro macaco, chamado de mestre, foram usadas como guia para estimular eletricamente a medula espinhal do segundo macaco, chamado de avatar. Assim, o mestre pôde comandar os movimentos do avatar.

A equipe de cientistas espera que o método seja aperfeiçoado para permitir que pessoas paralíticas readquiram o controle de seus corpos.

Danos à medula espinhal podem interromper o fluxo de informações entre o cérebro e o corpo e impedir uma pessoa de andar ou se alimentar sozinha. Os pesquisadores buscam contornar esse dano com a ajuda de máquinas.

Para não necessitar induzir a paralisia em um dos macacos, o avatar foi sedado para o experimento, simulando os efeitos da paralisia.

Um chip foi implantado no cérebro do mestre para monitorar qualquer atividade cerebral que envolvesse mais de cem neurônios. Durante o treinamento, os movimentos do mestre foram relacionados a padrões da atividade elétrica gerada por seus neurônios.

Por sua vez, o avatar teve 36 eletrodos implantados em sua medula espinhal. Testes foram realizados para verificar como o estímulo provocado por diferentes combinações de eletrodos afetava seus movimentos.

Só então os macacos foram conectados um ao outro para que as leituras cerebrais de um gerassem movimentos no outro em tempo real. O avatar segurava um controle que comandava um cursor em uma tela enquanto o líder pensava em mover este cursor para cima e para baixo.

Em 98% dos testes, o mestre conseguir controlar os movimentos do braço do avatar.

"Nossa esperança é obter um movimento totalmente natural", disse o pesquisador Ziv Williams, da Universidade de Harvard (EUA). "Acho que teoricamente é possível, mas para chegar a esse ponto serão necessários esforços adicionais e exponenciais".


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