Mãe sente bem-estar do bebê em seu útero pelo ritmo cardíaco

Mãe sente bem-estar do bebê em seu útero pelo ritmo cardíaco

Talento de mãe

Cientistas da Alemanha e do Reino Unido, trabalhando conjuntamente, descobriram bases fisiológicas para um talento que muitas mães afirmam ter: o de ser capaz de sentir se o bebê em seu útero está passando bem ou não.

Os pesquisadores demonstraram que o ritmo respiratório da grávida afeta a sincronização do seu ritmo cardíaco com o ritmo dos batimentos cardíacos do bebê em seu útero.

A descoberta, publicada no jornal Proceedings of the National Academy of Sciences, ajudará os cientistas a entenderem melhor o desenvolvimento dos sistema cardiovascular e do sistema nervoso do feto, detectando mais precocemente complicações durante a gravidez ao desenvolverem técnicas que venham substituir a sensibilidade da mãe.

Base fisiológica da percepção da mãe

Um dos objetivos deste novo estudo era confirmar se a percepção da mãe sobre a saúde do feto tem alguma base fisiológica. Para fazer isto, os pesquisadores avaliaram se os episódios de sincronização entre os ritmos cardíacos da mãe e do bebê poderiam ser influenciados pelo ritmo respiratório da mãe.

O ritmo cardíaco do feto, que é relativamente fácil de medir, é frequentemente usado como indicador da atividade motora durante o segundo e o terceiro trimestres da gravidez. Estudos anteriores demonstraram que é possível detectar um relacionamento entre as saúde da mãe e do feto com base na observação do ritmo cardíaco do feto.

"Aquilo que é relatado frequentemente, de que a mãe sente o bem-estar de seu bebê, pode em parte ser atribuído à sincronização dos seus ritmos cardíacos," diz o Dr. Jürgen Kurths, do Instituto Potsdam, na Alemanha.

Sincronização dos ritmos cardíacos

A sincronização a que os cientistas se referem não é uma equivalência de um para um entre o batimento cardíaco da mãe e do bebê, mas uma relação consistente entre os batimentos cardíacos dos dois. Por exemplo, um episódio de sincronia cardíaca entre mãe e filho pode ser caracterizado pela repetição de três batimentos cardíacos do bebê para dois batimentos cardíacos da mãe ao longo de vários minutos.

"Nós conseguimos comprovar que os sistemas cardíacos da mãe e de seu bebê em gestação interagem," diz o Dr. Kurths.

A principal descoberta do estudo foi que o sistema cardíaco fetal é capaz de ajustar seu ritmo em resposta a um estímulo externo, no caso, à respiração e ao ritmo cardíaco da mãe.

"Um melhor entendimento de como esses sistemas cardíacos independentes interagem sob várias condições fisiológicas permitirão um melhor acompanhamento do pré-natal e lançarão novas luzes sobre a percepção recíproca entre a mãe e sua criança," conclui o estudo. "Isto poderá ser benéfico para a sobrevivência fetal e para a detecção de condições patológicas durante a gravidez."


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