Médicos descobrem mapa para câncer da próstata agressivo que não aparece nos exames

Câncer escondido

Pesquisadores do Hospital Princess Margaret, do Canadá, finalmente encontraram uma reposta para a pergunta que confunde muitos clínicos - Por que alguns homens com níveis elevados específicos de antígeno da próstata (PSA), que são cuidadosamente monitorados e submetidos a repetidas biópsias negativas, ainda assim desenvolvem o câncer de próstata agressivo?

A resposta está na localização do tumor na parte superior da próstata, onde ele não é detectado por meio dos procedimentos-padrão de diagnóstico, como as biópsias feitas com agulhas guiadas por ultrassom.

Biópsia com ressonância magnética

A pesquisa, publicada no Jornal Internacional de Urologia, demonstrou que a imagem de ressonância magnética (MRI) é a melhor ferramenta para revelar esses tumores escondidos.

"Nossas pesquisas identificaram um grupo específico de alto risco que tem seus tumores difíceis de diagnosticar devido à sua localização. Estes homens são beneficiados pelo uso do MRI para guiar o procedimento de biópsia com grande precisão," diz o Dr. Nathan Lawrentschuk.

Os pesquisadores chamam a combinação de um resultado de elevado nível de PSA e biópsia negativa, de "PEATS" (Prostate Evasive Anterior Tumour Syndrome).

Vigilância

"Saber mais sobre o PEATS também pode ser importante para os homens que já estão sob cuidados - pacientes com crescimento lento do câncer de próstata que estão sendo regularmente monitorados através do exame de PSA e da biópsia. Nem todos os homens precisam passar pela MRI mas, sabendo do PEATS, poderemos identificar aqueles que precisam", diz o Dr. Neil Fleshner.

Uma equipe de cientistas, cirurgiões, radiologistas e patologistas estudaram 31 pacientes que tiveram resultados positivos de biópsia e que tiveram seus tumores detectados na parte mais alta de suas próstatas revelados pela ressonância magnética.

Foi constatado que, em 87% dos casos, o procedimento utilizando a MRI foi capaz de detectar os tumores escondidos. O Dr. Lawrentschuk alerta os médicos clínicos sobre a necessidade de se informarem mais sobre o PEATS, pois estes tumores podem ser os mais agressivos.


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