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12/11/2013

Médicos redescobrem ligamento "perdido" do joelho

Com informações da BBC

Depois de consultar um livro escrito em 1879, dois médicos belgas afirmam ter confirmado a existência de um ligamento no joelho que não está descrito nos atuais livros de anatomia.

O "novo" ligamento, que recebeu o nome de ligamento anterolateral, foi descrito pela primeira vez pelo cirurgião francês Paul Segond, em 1879.

Mas parece que ninguém havia prestado atenção no trabalho de Segond até agora.

Coube a Steven Claes e Johan Bellemans, do Hospital da Universidade de Leuven, na Bélgica, o trabalho de rastrear e mapear o ligamento.

Eles acreditam que este ligamento pode ter um papel importante na recuperação de uma das lesões mais comuns de joelho ligada à prática de esportes.

No entanto, especialistas afirmam que mais estudos serão necessários para provar a relevância da descoberta para pessoas que tem que passar por cirurgias no joelho.

Médicos redescobrem ligamento
Mais estudos serão necessários para provar a relevância da descoberta para pessoas que tem que passar por cirurgias no joelho. [Imagem: S. Claes et al./Journal of Anatomy]

Ligamentos do joelho

Há quatro ligamentos principais no joelho, cruzando-se entre o fêmur e a tíbia para garantir a estabilidade e evitar movimentos excessivos de nossos membros.

Mas a anatomia da articulação é considerada complexa e vários grupos de cientistas e especialistas têm explorado as estruturas menos definidas da articulação há algum tempo.

De acordo com os médicos, a presença deste feixe de tecido pode ajudar na compreensão e tratamento de uma lesão muito comum em esportistas, o rompimento do ligamento cruzado anterior.

Esta lesão é comum em pessoas que giram sobre o próprio eixo enquanto praticam esportes, atletas e jogadores de basquete, de futebol e esquiadores. Um rompimento pode ocorrer quando a pessoa muda de direção rapidamente ou para repentinamente, o que causa dor, inchaço e a redução dos movimentos no joelho.

Apesar da melhora nas técnicas de cirurgia para recuperação desta lesão, entre 10% e 20% das pessoas que passam pelo procedimento não têm uma recuperação total.


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