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06/10/2011

10 maneiras de tomar melhores decisões sobre o câncer

Nicole Fawcet
10 maneiras de tomar melhores decisões sobre o câncer
Ao falar sobre diagnósticos de câncer, as pessoas estão tomando decisões de vida e morte, que podem afetar sua sobrevivência, e elas precisam saber mais sobre os caminhos que estão tomando.[Imagem: UofM]

Decisões sobre o câncer

Conversar com os médicos sobre o câncer e os tratamentos para câncer podem fazer as pessoas se sentirem como estivessem aprendendo uma nova língua.

E, na grande maioria das vezes, as pessoas que se defrontam com diagnósticos de câncer precisam de ajuda especializada para entender suas opções de tratamento e os riscos e benefícios de cada escolha.

"As pessoas estão tomando decisões de vida e morte, que podem afetar sua sobrevivência, e elas precisam saber mais sobre os caminhos que estão tomando. Tratamentos e exames ligados ao câncer podem ser sérios.

"Os pacientes precisam saber que tipo de efeitos colaterais podem ocorrer como resultado do tratamento que vão adotar," afirma Angela Fagerlin, da Universidade de Michigan (EUA).

Aprendendo a conversar

Os pacientes podem perguntar. O problema é que nem todos os médicos estão prontos ou dispostos a responder, ou sequer receberam o treinamento para isso.

Para esses casos, Fagerlin e seus colegas elaboraram 10 coisas que os profissionais de saúde podem fazer para melhorar a forma como comunicam informações sobre o câncer e sobre os riscos dos tratamentos para os pacientes.

Aqui, eles explicam como os pacientes podem explorar estas melhores práticas para se tornarem fluentes na língua dos tratamentos do câncer e compreender melhor suas opções.

1. Insista em uma linguagem simples

Se você não entender algo que seu médico diz, peça-lhe para explicar melhor.

"Os médicos não sabem quando os pacientes não os compreendem. Eles querem que os pacientes os interrompam e façam perguntas," diz Fagerlin.

2. Concentre-se no risco absoluto

A estatística mais importante a considerar é a possibilidade de que algo aconteça com você.

"É importante que os pacientes e os médicos saibam como conversar sobre esses números, e os pacientes precisam ter a coragem de pedir ao médico para apresentá-los para que eles possam entender", diz Fagerlin.

Frequentemente o efeito dos tratamentos do câncer é descrito usando uma linguagem como "esse medicamento vai cortar seu risco pela metade."

Mas tais afirmações de risco relativo não dizem nada sobre qual é a probabilidade de que algo aconteça.

Pesquisas mostram que o uso de dados sobre riscos relativos tornam pacientes e médicos mais propensos a favorecer um tratamento, porque eles acreditam que será mais benéfico do que o tratamento realmente pode ser, criando falsas expectativas e frustrações futuras.

Se o médico disser que seu risco será reduzido pela metade, a maioria dos pacientes imediatamente concorda com o tratamento. Mas a resposta pode ser bem outra se o médico disser que seu risco passará de 1% para 0,5%.

3. Visualize seu risco

Em vez de apenas pensar em percentuais, tente desenhar 100 caixas e colorir cada caixa para cada ponto percentual de risco. Assim, se o risco de um efeito colateral é de 10 por cento, você terá de colorir 10 caixas.

Este tipo de representação visual, chamada de pictograma, pode ajudar as pessoas a compreender o significado por trás dos números.

4. Considere o risco como uma frequência, não como porcentagem

O que significa dizer que 60% dos homens que fazem uma prostatectomia radical têm impotência?

Imagine uma sala cheia de 100 pessoas: 60 delas terão este efeito colateral e 40 não.

Pensar nos riscos em termos de grupos de pessoas pode ajudar a tornar as estatísticas mais fáceis de entender.

5. Concentre-se no risco adicional

Você pode ouvir que o risco de ocorrência de um certo efeito colateral é de 7%.

Mas se você não tomar o medicamento, há uma chance de que ocorra o que com você?

Pergunte qual é o risco adicional ou incremental de um tratamento. "Você precisa se certificar de que o número de risco que está sendo apresentado é o risco devido ao tratamento, e não um risco que você iria enfrentar não importa o quê," diz Fagerlin.

6. A ordem das informações importa

Estudos têm demonstrado que as pessoas tendem a concordar com a última coisa que ouviram. É por isso que os políticos brigam para ser os últimos a discursar.

Ao tomar uma decisão de tratamento, não se esqueça de considerar todas as informações e estatísticas que você aprendeu, e não apenas as últimas.

7. Anote tudo

Você pode se deparar com um monte de informações.

No final da discussão, peça ao seu médico um resumo escrito sobre os riscos e benefícios disponíveis.

Ou peça ao seu médico para ajudá-lo a resumir todas as informações por escrito.

8. Não fique preso a médias

Alguns estudos descobriram que saber o risco médio de uma doença não ajuda os pacientes a tomar boas decisões sobre o que é melhor para eles.

O seu risco é o que importa - e não o risco de qualquer outra pessoa ou a média da população, que envolve pessoas com padrões completamente diferentes dos seus.

Concentre-se na informação que se aplica especificamente a você.

9. Menos pode ser mais

Não fique sobrecarregado por excesso de informação.

Em alguns casos, pode haver muitas opções diferentes de tratamento, mas apenas algumas delas podem ser relevantes para você.

Peça ao seu médico para reduzir as opções àquelas disponíveis e aplicáveis e apenas discuta com você as opções e os fatos mais relevantes para você.

10. Considere o risco ao longo do tempo

Seu risco pode mudar ao longo do tempo.

"O que parece ser um pequeno risco para o próximo ano ou dois, pode parecer muito maior quando considerado ao longo do seu tempo de vida," diz Brian Zikmund-Fisher, coautor do estudo.

Se lhe for falado sobre o risco de seu câncer retornar em cinco anos após um determinado tratamento, pergunte o risco de 10 anos ou 20 anos.

Em alguns casos, esses dados podem não estar disponíveis, mas sempre esteja ciente dos prazos envolvidos.


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