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05/03/2014

Membrana eletrônica flexível poderá substituir marca-passos

Com informações da Agência Brasil
Membrana eletrônica flexível poderá substituir marca-passos
O protótipo da membrana eletrônica foi implantado no coração de um coelho. [Imagem: Igor Efimov Lab]

Uma membrana eletrônica flexível poderá substituir o marca-passo, adaptando-se ao coração como uma espécie de luva e mantendo as batidas cardíacas regularmente, por tempo indeterminado.

Criado por especialistas das universidades de Ilinois e de Washington (EUA), o dispositivo usa uma espécie de teia de sensores e eletrodos para monitorar continuamente a atividade do coração.

Por meio de choques elétricos, ele responde a variações anormais no ritmo cardíaco, mantendo um batimento cardíaco saudável.

O protótipo da membrana eletrônica foi implantado no coração de um coelho, conseguindo manter o órgão perfeitamente operacional "fora do corpo, em uma solução rica em oxigênio e nutrientes".

Ao contrário do marca-passo e de outra tecnologia desfibriladora já conhecida, a fina membrana elástica será feita sob medida para encaixar perfeitamente sobre o coração de cada paciente.

"Quando ocorre um ataque cardíaco ou uma arritmia, pode-se também aplicar terapia de alta definição e estímulos elétricos para os prevenir", explicou o engenheiro biomédico Igor Efimov, da Universidade de Washington, que ajudou a criar e a testar o aparelho.

O novo sistema permite manter os sensores em contato total com o coração, usando componentes eletrônicos elásticos, uma inovação desenvolvida pela equipe do cientista John Rogers, que já havia criado uma tatuagem eletrônica para monitorar a gravidez em tempo real.

Apesar de usar os mesmos materiais rígidos da eletrônica comum, os circuitos foram desenhados em forma de S, o que lhes permite esticar e dobrar sem quebrar.

"O pericárdio [membrana do coração] artificial é um instrumento que consegue interagir com o coração de várias formas que são relevantes para a cardiologia clínica", disse John Rogers, comparando o aparelho à verdadeira membrana do coração.

Apesar de ainda não estar pronto para ser usado, o aparelho será uma importante ferramenta de investigação, permitindo aos cientistas estudar as alterações do batimento cardíaco.

No futuro, as membranas eletrônicas poderão ser comuns no monitoramento de pacientes de alto risco cardíaco, prevenindo ataques de coração, acreditam os seus criadores.


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