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20/04/2016

Metástase pode ser alvo mais promissor que tumor

Redação do Diário da Saúde
Metástase pode ser alvo mais promissor que tumor
O próximo passo da pesquisa é começar a triagem de drogas já aprovadas e que demonstrem atuação nos mecanismos descobertos. [Imagem: Jennifer Cash/Umich]

Metástase

A maioria dos medicamentos aprovados contra o câncer ataca o crescimento do tumor.

Mas uma tendência crescente na área é a busca de atuação em uma etapa diferente do quebra-cabeças do câncer: pesquisadores cada vez mais se concentram em impedir a metástase, ou seja evitar que as células cancerosas se espalhem para novas partes do corpo.

Um dos alvos que vem se destacando nas pesquisas é uma enzima conhecida como P-Rex1, que tem sido fortemente associada à progressão do câncer e a metástases no câncer de mama, de próstata e de pele.

P-Rex1

As células tumorais produzem altos níveis de P-Rex1 em certos tipos de câncer, incluindo mais de 50% no câncer de mama. E a ativação de P-Rex1 por duas outras moléculas permite que as células cancerosas se tornem móveis e se espalhem.

"A P-Rex é como uma máquina que requer duas chaves para ligá-la," explica Jennifer Cash, da Universidade de Michigan (EUA). "Uma nova droga poderia vir em forma de uma chave que poderia se encaixar em uma das fechaduras e impedir que essa máquina fosse ligada."

Os pesquisadores usaram uma técnica conhecida como cristalografia de raios X para revelar a estrutura tridimensional da P-Rex1 e suas características funcionais. Suas descobertas, agendadas para serem publicadas pelo jornal científico Structure, concentram-se no local de ligação de uma das chaves, uma sinalização lipídica chamada PIP3.

"Nossos dados confirmam onde é o local da ligação, que contribuirá bastante com a identificação ou a criação de pequenas moléculas que têm como alvo este mecanismo de ativação," diz o professor John Tesmer, coordenador do laboratório.

Triagem de drogas

Outro motivo que faz com que P-Rex1 seja um destino atraente é o fato de que os camundongos que foram geneticamente alterados pela falta da enzima ficam geralmente saudáveis e sofrem poucos efeitos adversos, segundo os pesquisadores.

O próximo passo da pesquisa é começar a triagem de drogas, como moléculas que podem ligar a P-Rex1 no local da ligação PIP3, impedindo a ativação da enzima.


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