Microcefalia associada ao zika sobe em todo o país

Problema nacional

Os casos de microcefalia notificados até agora chegaram a 2.401, segundo o Ministério da Saúde.

As ocorrências já foram registradas em praticamente todo o país, incluindo 549 municípios de 20 unidades da Federação.

Em relação ao boletim anterior, seis estados entraram para a lista de unidades com casos suspeitos de microcefalia provocada pelo vírus zika: Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Equipes técnicas de investigação de campo do ministério foram alocadas até agora em Pernambuco - onde se concentram a maioria dos casos - no Rio Grande do Norte, na Paraíba, em Sergipe e no Ceará.

Do total de casos, 134 já foram confirmados como tendo relação com o vírus zika, 102 foram descartados (não têm relação com a doença) e 2.165 estão em investigação.

O balanço mostra ainda que 29 óbitos por microcefalia foram notificados desde o início do ano: um no Ceará, confirmado como tendo relação com o vírus zika; dois casos no Rio de Janeiro, descartada a relação com o zika; e 26 estão em investigação.

Mosquiteiros de casal

O secretário lembrou ainda que, em razão das festas de fim do ano, muitas pessoas viajam e deixam as residências fechadas. "É preciso fazer uma verificação minuciosa em toda a habitação, tanto na parte interna como no quintal, nas coberturas e em qualquer lugar que possa servir como criadouro do mosquito", disse Maierovitch.

A orientação do ministério é que as pessoas que vão viajar para áreas onde há circulação do vírus zika - sobretudo gestantes - protejam-se do mosquito por meio do uso de repelente e de roupas como calças e camisetas de manga comprida.

O uso de mosquiteiros sobre a cama é outra medida recomendada. Um mosquiteiro tamanho casal, para ser pendurado no teto e envolvendo toda a cama, custa por volta de R$50,00 no comércio, podendo ser encontrado em lojas de tecidos, armarinhos e produtos para bebês.

Protocolo

O diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, avaliou que a implantação do novo protocolo emergencial para os casos de microcefalia relacionados ao vírus zika pode levar um certo tempo e que isso faz com que a maior parte dos casos permaneça com a classificação de suspeito.

"Nossa orientação é que, caindo naquele critério classificado como suspeito, o caso deve ser notificado", disse ele.


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