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01/08/2016

Cientistas criam minicérebros para estudar Parkinson

Redação do Diário da Saúde

Minicérebros

Cientistas do Instituto A*Star, de Cingapura, estão comemorando os primeiros resultados de um esforço para criar "minicérebros" em laboratório voltados para pesquisas de doenças neurodegenerativas.

Usando células-tronco, Junghyun Jo e seus colegas desenvolveram pedaços de tecido, conhecidos como organoides cerebrais, medindo entre 2 e 3 mm de diâmetro. Estes organoides contêm algumas características do mesencéfalo humano - basicamente a presença de neurônios dopaminérgicos e neuromelanina.

Apesar da simplicidade, estas mini versões do mesencéfalo humano prometem ajudar os pesquisadores a desenvolver tratamentos e realizar outros estudos sobre a doença de Parkinson e outras doenças cerebrais relacionadas com o envelhecimento.

Esta é a primeira vez que o pigmento neuromelanina foi detectado em um modelo organoide. Outras equipes já haviam criado minicérebros em laboratório capazes de imitar partes do córtex, hipocampo e retina.

Cientistas cria minicérebros para estudar Parkinson
Os minicérebro em meio de cultura para se manterem vivos (em cima) e seu processo de criação, a partir de células-tronco. [Imagem: A*Star Genome Institute of Singapore]

Mesencéfalo

O mesencéfalo humano é uma espécie de via rápida das informações no cérebro, controlando o sistema auditivo, os movimentos dos olhos, a visão e os movimentos do corpo. Ele contém neurônios dopaminérgicos especiais que produzem a dopamina, que tem um papel importante nas funções executivas, controle motor, motivação, reforço e recompensa.

Altos níveis de dopamina aumentam a atividade motora e o comportamento impulsivo, enquanto baixos níveis de dopamina levam a reações mais demoradas e distúrbios como Parkinson, que é caracterizado por rigidez e dificuldades em iniciar movimentos.

Com acesso ao material que é afetado pela doença propriamente dita, diferentes tipos de estudos poderão ser conduzidos em laboratório, em vez de através de simulações ou em animais, o que dará um grande impulso às pesquisas sobre Parkinson.


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