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11/08/2009 Ministro diz que 77% dos casos de gripe no Brasil já são da gripe ACom agências
Substituindo a gripe comum O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, informou hoje (11) que o número de mortes provocadas pela influenza A (H1N1) no país chega a 192. O último boletim divulgado pelo ministério indicava 96 óbitos. Segundo Temporão, a doença já representa 77% do total dos casos de gripe no Brasil. Já para o diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage, a tendência observada em outros países é que a influenza A (H1N1) substitua gradativamente a influenza sazonal ou gripe comum, o que deverá também acontecer no Brasil. Segundo ele, a gripe A representava 60% do total de casos de gripe no país há duas semanas. Em seguida ele confirmou o dado do Ministro, afirmando que o vírus H1N1 infecta atualmente 77% de todos os brasileiros que estão gripados. Grávidas e escolas Hage reforçou que as mulheres grávidas devem evitar locais fechados com pouca circulação de ar, mas que devem levar "uma vida normal". Já sobre o adiamento do retorno às aulas na tentativa de conter a doença, Hage admitiu que ainda não há dados que comprovem a eficácia de tais medidas. Grupos de risco da gripe A Dados do ministério indicam que 43% dos infectados pelo vírus Influenza H1N1 apresentam pelo menos um fator de risco. Dentre os principais citados pelo ministro estão pacientes com doenças respiratórias, crianças menores de 2 anos, gestantes, pacientes imunodeprimidos e cardiopatas. A maioria das mortes foi registrada em São Paulo (40%). Em seguida aparece o Rio Grande do Sul (23%) e o Paraná (22%). Até o momento, 28 gestantes morreram por causa da doença - 14,5% do total de óbitos. De acordo com Temporão, 30% delas apresentavam pelo menos um fator de risco adicional, como pressão arterial elevada. "Eles se somaram à gravidez e contribuíram para uma evolução ruim do caso", disse o ministro, que participa de comissão geral na Câmara dos Deputados para discutir as medidas de combate ao vírus Influenza H1N1 no Brasil. Segundo Temporão, 107 gestantes que contraíram a doença já receberam alta e passam bem.
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