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25/11/2014

O mito dos nativos digitais e seus professores

Redação do Diário da Saúde
O mito dos nativos digitais e seus professores
Outros estudos já demonstraram que nem todos os estudantes são fissurados em tecnologia e que há lições a serem aprendidas para uma pedagogia com tecnologia.[Imagem: Cortesia da Universidade de Newcastle]

Mito da geração digital

Muito se tem falado sobre a forma como os professores e os alunos deveriam usar a tecnologia dentro e fora da sala de aula.

E inúmeras têm sido as críticas aos professores, que não estariam tão familiarizados com a tecnologia quanto a "geração Net", que já nasceu imersa no mundo dos computadores.

Mas a professora Shiang-Kwei Wang, do Instituto de Tecnologia de Nova Iorque (EUA), chama isto de "Mito da Geração Digital" e demonstra que os professores sabem melhor do que seus alunos como usar a tecnologia.

Segundo o estudo, os jovens da atual "Geração Net" não têm mais conhecimento da tecnologia digital do que seus professores mesmo tendo nascido em um mundo cheio de computadores.

Na verdade, se não fosse pela persuasão e apoio de seus educadores, muitos alunos nunca usariam seus aparelhos eletrônicos em algo além do que jogos ou ouvir música.

Habilidades tecnológicas

A equipe da professora Shiang-Kwei Wang realizou um estudo sobre como os professores de ciências do ensino médio e seus alunos - juntos e separadamente - usam a tecnologia dentro e fora da sala de aula.

Eles avaliaram as habilidades tecnológicas de 24 professores de ciências e de 1.078 alunos de 18 escolas diferentes em dois estados dos EUA. Os alunos pesquisados são considerados nativos digitais de terceira geração, com acesso e propriedade de seus próprios equipamentos tecnológicos.

Tanto os professores como os alunos demonstraram ter uma rica experiência com a tecnologia fora da escola, mas os alunos não se mostraram mais capazes de usar a tecnologia na sala de aula. A maioria não tem familiaridade com tecnologias de informação e comunicação e nem mesmo com as ferramentas da Web 2.0, projetadas para tornar a produção e o compartilhamento de informação mais fácil.

Seus professores, por outro lado, dependem muito mais do uso da tecnologia para resolver problemas cotidianos, para melhorar a produtividade na escola e como auxiliares no seu trabalho de ensino.

Alfabetização digital

Wang afirma que o problema está no pequeno número de oportunidades que os estudantes têm de "praticar a tecnologia" além do necessário para seus interesses pessoais imediatos, como o entretenimento.

A "alfabetização digital" depende muito de como os professores exigem que seus alunos façam uso das novas tecnologias e das formas como essas tecnologias são integradas no ensino.

As tarefas escolares relacionadas com a tecnologia geralmente são limitadas às pesquisas de informação em mecanismos de busca e à produção de textos. Raramente os professores oferecem oportunidades para que os alunos possam usar a tecnologia para resolver problemas, melhorar a produtividade ou desenvolver a criatividade.

"Estudantes em idade escolar podem ser fluentes no uso das tecnologias de entretenimento e comunicação, mas eles precisam de orientação para aprender a usar essas tecnologias para resolver problemas de raciocínio sofisticados," disse Wang.

"O ambiente escolar é a única instituição que pode criar as necessidades para moldar e facilitar a experiência tecnológica dos alunos. Uma vez que os professores apresentem aos alunos uma nova tecnologia para apoiar a aprendizagem, eles aprendem rapidamente como usá-lo," concluiu ela.


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